Domingo, 13 de Agosto de 2006
A destruição da "Mãe-Pátria" do Homem

 


Localização dos continentes MU e ATLÂNTIDA
(pesquisa e desenho de José e Milú Coelho Gomes)



A destruição de MU

 

A crosta terrestre abriu-se e lá mergulhou todo um continente num abismo de água e de fogo. Milhões de vozes suplicavam que os salvassem. Os gritos eram aflitivos. As águas do Pacífico fecharam-se sobre aquilo que foi uma poderosa nação. Só o borbulhar das águas, o estrondo dos vulcões e o ranger das terras pairou acima do oceano

 

(tradução livre do manuscrito Truano, documento Maia muito antigo e que se encontra no Museu Britânico)

 

O primeiro cataclismo que caiu sobre MU foi destruidor.

Ruídos subterrâneos precederam os primeiros tremores de terra e as erupções vulcânicas sacudiram a parte setentrional do continente.

Ao longo das costas, enormes maremotos cobriram as planícies da “Mãe-pátria” e engoliram cidades, templos, monumentos e pessoas.

Os vulcões vomitaram chamas, fumo e lava, que se foram amontoando, formando pirâmides que se transformaram em rochas, visíveis hoje em certas ilhas dos mares do Sul.

Depois desta catástrofe, as cidades foram reconstruídas e a vida continuou.

Com o passar das gerações, tudo caiu no esquecimento.

Mas um dia...

 

MU levantou-se e rolou sobre si mesmo, como se fosse vagas do oceano. A terra tremeu e sacudiu-se como folhas de árvore numa tempestade. Os templos e os palácios desmoronaram-se, os monumentos e as estátuas foram revolvidos desde a sua base. As cidades eram apenas ruínas

 

(Manuscrito Truano, Codex Cortesianus e Documentos de Lassa).

 

Um mar de chamas e nuvens de fumo cobriram o continente todo. Maremotos consecutivos varreram as planícies, destruindo à sua passagem cidades, monumentos e pessoas.

Durante a noite MU mergulhou num “oceano de fogo”, levando consigo para as entranhas da terra o que restou dos seus 64 milhões de habitantes.

De todos os lados vagas gigantescas esmagaram-se naquele abismo de fogo.

Assim se consumou a primeira grande civilização da Terra.

 

As actuais ilhas do mar do Sul foi tudo o que restou de MU.

Os sobreviventes, agarrados a essas elevações poupadas pelas águas e pelo fogo, viam-se agora sem nada, sem palácios, sem templos, sem navios, sem roupas, sem abrigo, sem terra e sem alimentos.

As águas borbulhavam à volta dos refúgios miraculosos que os tinham poupado e as nuvens fumegantes e as cinzas escaldantes, fedendo a enxofre, esconderam o Sol.

Tudo à volta era luz de fogo e negro de solidão.

 

A odisseia ia, mais uma vez, partir do ponto zero.

Muito dos que se tinham salvo morreram de fome, de desespero, de sede, de raiva, de frio e de medo. Uns não aguentaram os horrores que viveram e enlouqueceram, outros pura e simplesmente mataram-se.

Sem alimentos tornaram-se selvagens.

Os mais aptos tiveram que descer ao degrau de animais primitivos: comer o seu irmão para sobreviverem!

As peles dos animais, as cascas e as folhas das árvores substituíram as suas roupas tecidas a ouro e panos finos. As pedras, as lanças e as flechas voltaram a ser as suas armas de defesa e de caça.

Com o passar das gerações as recordações de MU, transmitidas de pais para filhos, foram~se perdendo nas brumas do tempo, tornando-se lendas que chegaram até aos nossos dias.

E o Homem - mais uma vez! - começou a sua caminhada em busca de si mesmo.

 

MU, o berço da humanidade, a “Mãe-pátria do homem”, foi engolido pelas águas do oceano Pacífico há 12.000 anos.

A Bíblia fala-nos do Dilúvio cujas águas subiram a 26 pés e que cobriram as montanhas.

 

 

Muito mais haveria para dizer. Ficou um cheirinho... um dia destes talvez possamos seguir as pisadas de Moisés pelo Monte Sinai, vindo do Egipto e descobrir as semelhanças entre a Génese tal qual a conhecemos e o raiar da Vida nesse velho continente engolido pelas águas do Pacífico.

Dedico este tema e, especialmente, a música à Sónia...


 



José Gomes

Agosto 2006

 




sentimento: ?????????!!!!!!!!!!
música: "Les Mondes Engloutis" - Les Ministars

publicado por zeca maneca às 19:55
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7 comentários:
De TMara a 13 de Agosto de 2006 às 21:58
obrigada por este delicioso e impressionante excerto de uma calamidade com tal magnitude, mas principalmente por trazerem à colação temas k andam tão esquecidos de estudo e reflexão.
Boa semana para voc~es. Bjs.
Luz e paz


De wind a 13 de Agosto de 2006 às 22:26
Muito interessante:)
Beijos para os 2*


De Bufagato a 14 de Agosto de 2006 às 12:43
Uns dizem (afirmam) que a Atlântida nunca existiu senão na imaginação dos povos...
mas o que é certo, é que existem manuscritos (de lendas?) que afirmam o contrário.
De qualquer maneira, tendo existido ou não, o que interessa é o facto de que somos, apesar de tudo, animais permeáveis e adaptáveis a qualquer situação.
Será por isso que adoramos correr no fio da navalha, testar os nossos limites no limiar do perigo, da própria extinção?

Abraço
Luís


De Sandra daniela a 15 de Agosto de 2006 às 13:42
Olá de novo... vim conhecer este teu blog, depois de ver o "chuviscos" , e esta visita foi interessante, alem de achar k ja aprendi mais alguma coisa hoj!!! :-)


De soaresesilva a 15 de Agosto de 2006 às 21:39
Tem havido tantos ctaclismos desde que o Homem se conhece que acredito que muitas civilizações tenham assim perecido. É uma lenda extraordinária porque pode ter muito de verdade!


De FlordeLis a 16 de Agosto de 2006 às 00:06
Olá... sempre cá vim.. :)
" O prometido é devido"... já dizia Rui Veloso... para ser sincera, já cá tinha vindo, só não tinha dado "aquela" vista de olhos mais atenta...
Nunca vamos saber, na realidade, qual a veracidade dos factos, mas de uma coisa estou quase certa, antevendo um pouco o futuro(atenção que não sou vidente...!). O mar há-de recuperar toda a àrea que perdeu ao longo destes milhões de anos e como tudo na vida, tudo tem um príncipio,meio e fim.
Mas também podemos considerar que talvez se tenha transformado na actual Oceania numa dimensão mais reduzida... Quiçá...?
Deixo aqui a sugestão.
Beijinho.


De Cristal a 18 de Agosto de 2006 às 12:10
Bom dia , vim cá por um acaso, bem não foi bem acaso , pensei que eras uma pessoa que eu conheço
mas já tirei as duvidas , és tripeiro (ups) como eu ,
e gostei do que li e vi .... desculpa o abuso.
Beijo


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