Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Auschwitz


Auschwitz - a porta de entrada

 
 

Auschwitz – Este campo foi criado em 20 de Janeiro de 1940, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Cracóvia (Polónia). Concebido inicialmente como prisão política, o campo foi ampliado em 1941, com pavilhões equipados com câmaras de gás e crematórios.

 

 

Auschwitz II (Birkenau)

Campo de concentração de Auschwitz-Birkenau em 2001


O objectivo principal deste campo era de extermínio de prisioneiros. Para cumprir com este objectivo, equipou-se este campo com quatro crematórios com câmara de gás Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na primavera de 1942.

 



Selecção dos prisioneiros em Auschwitz com a entrada visível ao fundo


A maioria dos prisioneiros chegava ao campo de comboio, depois de uma longa e terrível viagem em vagões de carga, viagem essa que durava vários dias. A partir de 1944 a linha de comboio passou a chegar directamente ao campo.

Algumas vezes, ao chegar o comboio, os prisioneiros eram levados directamente para as câmaras de gás. Noutras ocasiões, os nazis seleccionavam alguns para ser enviados para campos de trabalho ou para servirem de cobaias em várias experiências. Geralmente as crianças, os velhos e os doentes eram enviados directamente para as câmaras de gás.

Aqueles que eram seleccionados para serem exterminados eram enviados a um dos grandes complexos de câmaras de gás/crematório nos extremos do campo. Dois dos crematórios (Krema II e Krema III) tinham instalações subterrâneas, uma sala para despir e uma câmara de gás com capacidade para milhares de pessoas.

Para evitar o pânico, informavam-se as vítimas que iriam tomar banho de chuveiro e um tratamento desinfectante. A câmara de gás inclusive tinha tubos para duches, embora nunca fossem ligados à água. Ordenavam às vítimas que se despissem e deixassem seus pertences no vestiário, onde as poderiam recuperar no final do tratamento.

Uma vez selada a entrada, descarregavam, pelas aberturas no tecto, o gás Zyklon–B (altamente tóxico e que era usado para combater os ratos e desinfectar navios. Em contacto com o ar desenvolvia gases que matam em questão de minutos). As câmaras de gás dos crematórios IV e V tinham instalações na superfície e o Zyklon-B era introduzido pelas janelas especiais nas paredes. Depois de mortos, os corpos eram levados para uma sala de fornos anexa e lá eram queimados.

 

Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas, pelo menos, um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, foram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se, assim, sinónimo de genocídio contra os judeus, ciganos e outros povos que foram perseguidos pelos nazis. São símbolos do Holocausto que foi perpetrado, a partir de 1940, pelo governo alemão comandado por Adolfo Hitler.


Para que a História nunca mais se esqueça desta barbárie.

 
José Gomes

sentimento: Que a história nunca esqueça!
música: "As Balas" - canta Adriano Correia de Oliveira
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publicado por zeca maneca às 17:25
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5 comentários:
De wind a 21 de Maio de 2007 às 19:12
Não é possível esquecer tamanho holocausto!
Beijos


De zeca maneca a 21 de Maio de 2007 às 20:03
Pronto, já está a música do Adriano Correia de Oliveira a tocar...
Obrigado pelo telefonema. Foi bom ouvir a tua voz.
Um abraço.
José Gomes


De zeca maneca a 22 de Maio de 2007 às 17:03
Acabo de receber, via email, este comentário do amigo "murcon-mor" GM - quando é que tu começas a deixar os comentários aqui?

"Ó Murcom:
É sempre bom recordar, mas não é nada bom omitir.
Não foram só os judeus e os ciganos os exterminados.
Acrescenta lá os comunistas.
E lembra, agora que os americanos se querem
apresentar como os grandes sacrificados na II Grande
Guerra, que só soviéticos morreram 22-vinte e dois-22
milhões...
O que te safa é a canção do Adriano que sempre me
fez estremecer...
GM"



De Ana a 23 de Maio de 2007 às 12:36
Tem absoluta razão, não nos podemos esquecer. Mas será q já n esquecemos? Em Auschwitz vi judeus chorarem enquanto outros bombardeavam a Faixa de Gaza.


De Ludovicus Rex a 24 de Maio de 2007 às 23:58
Para que a memória não seja apagada. Seria também de recordar ao actual Estado de Israel o que se passou e que recordem para que não o façam também em relação ao Povo Palestino.

Um Abraço


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