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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura

27
Jul05

Chegou a chuva... finalmente!

zeca maneca
rain dancer.jpg(Imagem surripiada ao "O Blog da Pimentinha" - http://sabem.blogspot.com/)

Neste dia em que a água caída do céu fez, finalmente, a alegria da terra seca, das folhas amarelecidas pela seca e dos pólens que não chegavam a repousar em paz (já para não falar no consolo que senti ao acariciar-me o rosto sedento deesta frescura) lembrei-me de uma história contada há algum tempo...

AS VOLTAS QUE A ÁGUA DEU...

Como todos sabem, no princípio não havia água. Só havia o verbo. Depois apareceram o sujeito e o complemento directo. Mas ... água, nada! Sim, nada de nada!!
Todos começaram a beber vinho — era o que havia!!— e deus achou que era muito bom... ai, e lá isso era!!
Com o aparecimento das primeiras culturas do tipo comercial, tornou-se evidente que faltava qualquer coisa que pudesse aumentar a produção do vinho e torná-la mais rentável. Essa “qualquer coisa” era a água, claro!!
Mas continuava a não haver água e era necessário fazer-se rapidamente alguma coisa...
Foram contratados os maiores e melhores cientistas a nível mundial que puseram logo as suas mentes, pagas a preço de euros, a trabalhar em pleno, dia e noite, noite e dia (feriados e fins de semana incluídos!)...
As primeiras pesquisas, então ainda bastante primitivas, levaram à descoberta da água-pé. Parente pobre do vinho, só tem significado como primeira experiência desenvolvida pelo homem, mas não veio resolver o fim em vista: continuava a não haver água e era preciso, rapidamente, inventá-la!!
As pesquisas prosseguiram. Felizmente o homem é assim: teimoso que nem burro, mas nunca desiste! É isso que faz o progresso caminhar em frente (em frente é como quem diz...).
Largos tempos se passaram, as pesquisas desenvolviam-se com afinco, e chegou-se a nova descoberta: a aguardente!... Um produto melhor, muito melhor (experimentada no final das refeições pelos ditos cientistas), fortemente comercializável, mas não era ainda o objectivo desejado: continuava a faltar a água e, no sentido lato das economias dos países signatários do acordo, que falta ela estava a fazer!!!
Foi então que as civilizações nómadas, mais débeis economicamente, quiseram também dar um ar da sua graça: descobriram (diz-se que acidentalmente) a água-bórica. Nunca serviu para nada, do ponto de vista do projecto inicial!
Bem... os nómadas, no fim de uma jornada intensiva de trabalho, lá iam desinfectando com este produto os seus sapatos, vítimas inocentes do mau estado dos caminhos que calcorreavam no dia a dia das suas vidas... coisas lá dos nómadas!!!
Foi então que, no seio das culturas orientais, mais avançadas económica e tecnologicamente para a época, surgiu a grande invenção: um misterioso pó branco. Feito não se sabe bem de quê, mas bastava uma só pitada num pouco do ar à nossa volta, que o convertia, quase que por milagre, em litros e litros de água fresca e cristalina!

Estava, finalmente, inventada a água!

Foi, no princípio, usada exclusivamente para fazer vinho — ontem como hoje nem só de uvas se faz vinho! —...
Tornou-se, no entanto, com o desenvolvimento industrial - que de repente invadiu todo o planeta - bastante acessível e abundante.
Foi então que as grandes empresas internacionais, na mira do lucro fácil e da exploração dos povos mais primitivos, começaram a erguer os primeiros lagos e se deu início à construção dos rios mais pequeninos. Mais tarde, e porque faltavam estradas — e já se pensava, em termos de futuro, nas auto-estradas e na aldeia global — começaram a surgir os rios maiores e aqueles muito, muito grandes que, ao que se consta, já muitas pessoas os viram por aí...
Este desenvolvimento líquido teve como consequência o aparecimento de poderosas civilizações marítimas, que se desenvolveram de tal maneira e de forma tão rápida que nos puseram neste brilhante estado em que todos nos encontramos!!!

É o que fazem as invenções!... E o uso que se fazem delas!!

No entanto, e mesmo com a actual abundância, não devemos abusar dela, dada a tremenda explosão demográfica que se está a registar um pouco por todo o lado e os efeitos secundários que este produto pode provocar aos incautos dos utentes (por isso, antes de a usar, não se esqueçam de consultar o folheto que a acompanha. Em caso de dúvida ou se os efeitos persistirem, deve informar o seu médico ou o farmacêutico).

Por isso, dizem-nos os cientistas encarregues do projecto, é mais prudente e mais seguro beber-se gin.
De preferência sem água...



José Gomes
(Versão livre do texto de Wilson Gasosa)

21
Jul05

NOITES DE POESIA EM VERMOIM - III e IV

zeca maneca

Continuando o artigo anterior (II) sobre o lançamento da colectânea "Noites de Poesia em Vermoim - 1999 - 2004" e obedecendo a pedidos feitos por vários amigos, aqui deixo os poemas da Alice Barreto (dito por Maria Mamede) e de Bernardino Encarnação (dito por José Gomes).

Quero informar que a Junta de Freguesia de Vermoim tem em seu poder os livros dos poetas que por qualquer razão não poderam estar presentes na sessão.


As Noites de Poesia serão retomadas nos moldes normais (primeiro sábado do mês) a partir do dia 3 de Setembro de 2005.   O tema é "Cidades".


ceupoema1.jpg


Maria Mamede interpretando o poema “TIMOR" de Alice Barreto: 


TIMOR

Timor de que cor é tua terra
Manchada de sangue e dor?
Com tanta dignidade
Esperaste com ansiedade
O nosso abraço, Timor.

Porquê Timor
No berço das criancinhas
Tanta lágrima de dor
Porquê tanta violência
De carinho tanta ausência
Na tua terra, Timor?

Os jovens de Portugal
De coragem desmedida
Mostraram o seu valor
Arriscando a própria vida.

Não conseguiram entrar
Mas na sua luta de dor
Lançaram flores ao mar
Rezaram por ti, Timor.

Agora o barco da paz
Em cada alma Portuguesa
Nasceu o poema eterno
Por tanta delicadeza.

E no mar a flutuar
O grande gesto de amor.
O mundo jamais esquece
Que tu existes, Timor.

(Alice Barreto)




zepoema1.jpg


José Gomes interpretando o poema “AO QUE SE CHAMA ANO" de Bernardino Encarnação: 




AO QUE SE CHAMA ANO



Ano novo.
Ano: espaço de tempo.
Novo: princípio de vida.
Tudo o que nasce é novo
E nova começa a vida!
Vida é um espaço de tempo
Com limites nesse espaço;
Se dura pouco é curta,
Se muito dura é um traço
De enorme comprimento
Cansada de sofrimento
Por ser longo o seu espaço.
Se curto for esse viver
Em um princípio de amor,
Essa curteza de espaço
Só cria saudade e dor.

Ano, espaço de tempo
Com meses, semanas, dias,
Horas, minutos segundos
Ou limitados momentos
Que curto tempo consomem,
Tão curto, mas tão profundo
Que preenchem neste mundo
O vazio imenso, do espaço
Que é o tempo que se conta
Como medida padrão,
De anos luz, ou luz dos anos,
Na vida que muito amamos
Só por termos coração.

Ano novo, vida nova
Ano velho, tempo acabado.
Por muito se procurar
O tempo que já passou
Não se pode encontrar,
Porque o tempo se finou;
E se finou não tem vida,
Só tem morte, só tem passado.
Vamos medir esse tempo
De ano velho acabado
E começar a contar o tempo
Deste ano novo chegado!

Vamos contá-lo e vivê-lo
Ano, dia, hora, segundo;
Vamos contá-lo a rigor,
Em tempo cadenciado
De um ritmo profundo
Num coração de amor.
Encher o espaço do mundo
Sem ser só a desejar
De fazer da vida um sonho,
Ou um tempo de favor;
Viver o tempo que passa
Mas vivê-lo como homem
Em paz, justiça e amor.

(Bernardino Encarnação)





publico1.jpg


Foi assim com esta atenção que a plateia se portou durante o lançamento da Colectânea.



Com esta minha reportagem dou por fim o meu trabalho de "repórter" no lançamento da colectânea "Noites de Poesia em Vermoim - 1999-2004".

Espero encontrar todos em Setembro...


Até sempre, meus amigos.


José Gomes

20
Jul05

20 de Julho - DIA DO AMIGO

zeca maneca

Carla.jpg 
(Fotografia de Carla Carvalheira)


Há muito que este blog tem estado um pouco abandonado, não por falta de temas mas especialmente (pasme-se!!!!) por falta de tempo.

Quero agradecer a todos os visitantes do Movimentum... não só os comentários que deixaram como a simples passagem, mesmo em silêncio.

Tentei dar hoje continuação a NOITES DE POESIA EM VERMOIM - III e IV(com os poemas da Alice Barreto e Bernardino Encarnação) mas tal não foi possível.

(Este computador está mais lento que as primitivas locomotivas da linha Senhora da Hora - Matosinhos - que deus lá as tenha em descanso no paraiso dos cavalos de ferro...).


Mas hoje é o   DIA DO AMIGO.

Por isso quero dedicar esta meia dúzia de linhas a todos os Amigos, reais, virtuais e mesmo para aqueles para lá do Arco - Íris...


Os verdadeiros amigos são aqueles que aparecem quando precisamos deles, que nos ajudam e se mantêm sempre ao nosso lado.


Não importa a sua aparência física... o importante é a luz que irradiam do coração.


20 Julho 05


José Gomes


 

09
Jul05

NOITES DE POESIA EM VERMOIM - II

zeca maneca
align=center>height=300 alt=Livro.jpg src="http://movimentum.blogs.sapo.pt/arquivo/Livro.jpg" width=215 border=0>

NOITES DE POESIA EM VERMOIM – II
align=left>color=#000066>Continuando o artigo anterior e porque me sinto responsável por erros que aconteceram, venho esclarecer os “delicados” telefonemas que recebi:

1 – O critério de selecção dos poemas obedeceu à sensibilidade de uma poetisa de reconhecido mérito;
color=#000066>2 – Esta selecção foi aprovada por todos os membros do Movimentum – Arte e Cultura, em reunião convocada para esse fim;
color=#000066>3 – Como a Noite seria longa e para obstar melindres, foram escolhidos três poemas que seriam ditos por Maria Mamede e José Gomes;
color=#000066>4 – Esses poemas ou eram da autoria ou foram declamados por poetas que já não se encontram entre nós;
color=#000066>5 – O poema dedicado a João Homet e que foi por ele declamado numa das nossas Noites de Poesia (publicado hoje neste blogue), embora não fazendo parte da colectânea, foi um dos três escolhidos e ditos pela Mamede e por mim;
color=#000066>6 – A distribuição dos livros por todos os presentes foi uma iniciativa do Executivo da Junta de Freguesia de Vermoim e que desde logo teve o nosso apoio e admiração;
color=#000066>7 – As Noites de Poesia de Vermoim decorrerão, como até aqui, no primeiro sábado de cada mês, no local e à hora habitual, até decisão em contrário;
color=#000066>8 – A próxima Noite de Poesia em Vermoim será no dia 3 de Setembro de 2005 e o tema é “CIDADES”.

class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">color=#000066>Espero ter esclarecido as dúvidas que me foram apontadas.

*******************************

Maria Mamede e José Gomes interpretaram o poema “Quadras de S. João” que foi dedicado por Augusto Ramiro a João Homet em 1949.

color=#003399>
Quadras de S. João
(dedicadas a um... Joãozinho)

color=#003399>Com “bichinhas” e “estalinhos”
color=#003399>Balônas de linda cor,
color=#003399>Cintilantes balõezinhos
color=#003399>Acesos com grande amor


color=#003399>Diverte-se o Joãozinho
color=#003399>Nesta noite de alegria
color=#003399>Junto à mãe e ao paizinho
color=#003399>E à criada Maria


color=#003399>Festeja-se hoje, amiguinho,
color=#003399>Um santo tão popular
color=#003399>Que é querido p’lo Zé-Povinho
color=#003399>Com devoção singular


color=#003399>É teu homónimo, o santo,
color=#003399>Amigo João Homet
color=#003399>E padeceu tanto, tanto,
color=#003399>Por causa da Salomé


color=#003399>Que ao apóstolo, a cabeça,
color=#003399>Com maldade requintada
color=#003399>(Quem haverá que o esqueça?)
color=#003399>Mandou fosse decepada


color=#003399>E lhe fosse apresentada
color=#003399>Num prato – mas que horror –
color=#003399>Só por não ser requestada
color=#003399>Pelo Santo Precursor.


color=#003399>E quando fores crescidinho,
color=#003399>Mais tarde, João Homet,
color=#003399>Tem cuidado, cuidadinho,
color=#003399>Q’inda há muita Salomé.


color=#003399>Com que saudade hás-de ver
color=#003399>Estas noites de orvalhadas,
color=#003399>Recordações hás-de ter
color=#003399>Destas rimas descuidadas,


color=#003399>Do foguete luminoso
color=#003399>Que a Vida simboliza
color=#003399>Que sobe todo garboso
color=#003399>E logo p’lo chão desliza...

color=#006699>[Porto, véspera de S. João de 1949
O Falecido Vate: Augusto Ramiro)] prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

face=times color=#660099 size=2>José Gomes










04
Jul05

LANÇAMENTO DA COLECTÂNEA "Noites de Poesia em Vermoim 1999 - 2004"

zeca maneca

poesia3.jpg 



“Noites de Poesia em Vermoim 1999 - 2004


Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim


– 02 de Julho 05 - 21,30 H –


 

Constituição da mesa (da esquerda para a direita):


José Gomes – moderador e membro do Movimentum – Arte e Cultura;

Maria Mamede – poeta, escritora e coordenadora do Movimentum – Arte e Cultura;

Drª. Cecília Ribeiro, vice-presidente e tesoureiro da Assembleia de Freguesia de Vermoim;

Dr. Aloísio Nogueira, presidente da Junta de Freguesia de Vermoim;

Dr. Mário Correia Martins, presidente da Assembleia de Freguesia de Vermoim;

António Augusto Mandim, coordenador das Actividades Culturais desta Junta ;

Padre José Silva, pároco de Vermoim;

Penso que será interessante seguir o "guião" elaborado para esta Noite. Como é habitual nestas circunstâncias acontecimentos de última hora obrigam a grandes alterações e a grandes dores de cabeça para desenvolver um plano previamente traçado.

Mesmo assim vamos segui-lo...

Depois de apresentar as pessoas que constituíam a mesa, José Gomes cumprimentou todos os presentes:


poesia1.jpg
(José Gomes apresentando os elementos da mesa)


"Minhas Senhoras e meus Senhores;
Agradeço a presença de todos, nesta noite em que vamos festejar o nascimento de uma colectânea que reuniu 54 poemas, das largas centenas que foram declamados nesta sala durante mais de 5 anos;

Com este livro nós – Movimentum, Junta e Paróquia – queremos agradecer aos poetas que nos acompanharam durante estes anos a perseverança, o carinho e a amizade que sempre nos dedicaram;

Com este livro queremos, também, mostrar a nossa gratidão aos cantores, aos músicos e aos coros que tornaram as Noites de Poesia em Vermoim diferentes, pelos seus virtuosismos;

Com este livro queremos deixar a nossa homenagem aos amigos que já partiram e que nos deixaram saudades: Alice Barreto, Bernardino Encarnação e João Homet.

Para eles, com o nosso carinho, peço uma grande salva de palmas.

Termino, dando a palavra ao Sr.  Presidente desta Junta de Freguesia. Embora nunca tivesse sido uma pessoa muito assídua nas nossas Noites mostrou, de várias formas, a sua preocupação por esta nossa maneira de fazer cultura em Vermoim. Delegou, quase sempre, esta responsabilidade no Coordenador das Actividades Culturais desta Junta.

Minhas senhoras e meus senhores.......
  O Sr. Dr. Aloísio Nogueira..........

****************************

Um homem que aparecia quase sempre nas nossas Noites de Poesia, distribuindo a sua alegria e o seu sorriso, que
nos soube sempre amparar nos momentos mais difíceis e com quem estabelecemos uma grande relação de
cumplicidade foi o padre Zé...

Senhoras e senhores..... 
O Sr. Padre José Silva..........

****************************

Uma palavra de apreço para o homem mais incrível que conheci nestes seis anos e de quem me tornei amigo... é que nestas coisas da Poesia também corremos estes riscos!... Foi o elo de ligação entre o Executivo da Junta e o Movimentum, por ser o coordenador das Actividades Culturais; entre a Paróquia e o Movimentum, pelas responsabilidades que desenvolve na Paróquia; entre o Movimentum e... o Movimentum, por inerência de pertencer ao Grupo!

Senhoras e Senhores.......  
O Sr. António Augusto Mandim..........

****************************

A Maia tem o privilégio de ter adoptado como sua filha uma grande poetisa.
Senhora de uma voz doce que dá vida ao que escreve, autora de uma obra já bastante extensa e que é lida com bastante agrado.
Ela, juntamente com a Maria Jerónima (que por motivos vários não pode estar hoje entre nós) foram as mães do “Movimentum – Arte e Cultura” que teve a sua primeira actuação, como grupo, nestas Terras do Lidador.

Senhoras e Senhores.... 
A Srª. D. Maria Mamede.........

****************************

Separadores musicais:

Os “Sons do Vento” nasceram no ensaio prévio anterior à primeira Noite de Poesia, em Abril de 1999.
A voz quente e bem moldada da Ivone, acompanhada à viola e pela voz do Bruno, encantou-nos desde então... Não é de estranhar que ao longo destes anos tenham sido – e é dito com muito, mas mesmo muito carinho! – os “nossos cantores residentes”.
Desde então têm cantado e encantado quem os ouve...

Senhoras e Senhores.....      Os “Sons do Vento”...
— Ivone Delgado e Bruno Pedro..........

****************************

Conhecemos Virgílio Oliveira ao ouvir as suas interpretações de música galega e a sua forma peculiar como animava os nossos Serões.
Companheiro das nossas Noites de Poesia faz jus à sua veia de trovador e de cantor.
Das canções galegas, à música de raiz popular, passando por Zeca Afonso ou interpretando Adriano Correia de Oliveira chega a lembrar –nos certas características destes cantores que foram símbolos de uma geração...
Melhor que as palavras... é ouvi-lo.

Senhoras e senhores...      Virgílio Oliveira........................

****************************
 

Jorge Rodrigues tem-nos acompanhado desde sempre, ainda o Grupo não tinha nome.
Amigo de Maria Mamede, com um timbre de voz que me recorda Pedro Barroso, além de tocar e cantar, compõe muitas das composições que interpreta sozinho ou em grupo.
A sua voz, a maneira como interpreta, a harmonia dos grupos em que actua, a canção toma outra dimensão... desta vez trouxe o Rui Covas, um amigo de sempre.
Nada melhor que os ouvir...

Senhoras e Senhores....       Jorge Rodrigues e
Rui Covas..........

****************************

- Maria Mamede diz o 1º poema – “Timor”  de Alice Barreto (já falecida);

- José Gomes diz o 2º poema – “Ao que se chama Ano”  de Bernardino Encarnação (já falecido);

- Maria Mamede e José Gomes dizem o 3º poema – “Quadras de S. João” (dedicadas a João Homet, já falecido), de Augusto Ramiro.

****************************

 
Encerramento

Foram chamados os autores que deram vida à colectânea “Noites de Poesia em Vermoim 1999 – 2004”, a quem foram distribuídos os livros a que tinham direito.

A todos os participantes nesta Noite (público e cantores) a Junta de Freguesia de Vermoim ofereceu exemplares da colectânea e convidou todos os presentes a associarem-se a um Porto de Honra que foi servido no Salão Nobre.

E assim passou-se mais uma Noite de braço dado com a Poesia e a Música....


poesia2.jpg
(Maria Mamede, na sua intervenção)



José Gomes



 

03
Jul05

LANÇAMENTO DA COLECTÂNEA "Noites de Poesia em Vermoim 1999-2004"

zeca maneca
 

 



“Noites de Poesia em Vermoim 1999 - 2004


Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim


– 02 de Julho 05 - 21,30 H –


 

Constituição da mesa:


Dr. Aloísio Nogueira, presidente da Junta de Freguesia de Vermoim;


Dr. Mário Correia Martins, presidente da Assembleia de Freguesia de Vermoim;


Drª. Cecília Ribeiro, vice-presidente e tesoureiro da Assembleia de Freguesia de Vermoim;


Padre José Silva, pároco de Vermoim;


António Augusto Mandim, coordenador das Actividades Culturais desta Junta ;


 Maria Mamede – poeta, escritora e coordenadora do Movimentum – Arte e Cultura;


 José Gomes – moderador e membro do Movimentum – Arte e Cultura;


Penso que será interessante seguir o "guião" elaborado para esta Noite. Como é habitual nestas circunstâncias acontecimentos de última hora obrigam a grandes alterações e a grandes dores de cabeça para desenvolver um plano previamente traçado.


Mesmo assim vamos segui-lo...



 


Depois de apresentar as pessoas que constituíam a mesa, José Gomes cumprimentou todos os presentes:


poesia1.jpg


"Minhas Senhoras e meus Senhores;
Agradeço a presença de todos, nesta noite em que vamos festejar o nascimento de uma colectânea que reuniu 54 poemas, das largas centenas que foram declamados nesta sala durante mais de 5 anos;


Com este livro nós – Movimentum, Junta e Paróquia – queremos agradecer aos poetas que nos acompanharam durante estes anos a perseverança, o carinho e a amizade que sempre nos dedicaram;


Com este livro queremos, também, mostrar a nossa gratidão aos cantores, aos músicos e aos coros que tornaram as Noites de Poesia em Vermoim diferentes, pelos seus virtuosismos;


Com este livro queremos deixar a nossa homenagem aos amigos que já partiram e que nos deixaram saudades: Alice Barreto, Bernardino Encarnação e João Homet.


Para eles, com o nosso carinho, peço uma grande salva de palmas.

Termino, dando a palavra ao Sr.  Presidente desta Junta de Freguesia. Embora nunca tivesse sido uma pessoa muito assídua nas nossas Noites mostrou, de várias formas, a sua preocupação por esta nossa maneira de fazer cultura em Vermoim. Delegou, quase sempre, esta responsabilidade no Coordenador das Actividades Culturais desta Junta.


Minhas senhoras e meus senhores.......   O Sr. Dr. Aloísio Nogueira..........
****************************

Um homem que aparecia quase sempre nas nossas Noites de Poesia, distribuindo a sua alegria e o seu sorriso, que nos soube sempre amparar nos momentos mais difíceis e com quem estabelecemos uma grande relação de cumplicidade foi o padre Zé...


Senhoras e senhores.....  O Sr. Padre José Silva..........
****************************

Uma palavra de apreço para o homem mais incrível que conheci nestes seis anos e de quem me tornei amigo... é que nestas coisas da Poesia também corremos estes riscos!... Foi o elo de ligação entre o Executivo da Junta e o Movimentum, por ser o coordenador das Actividades Culturais; entre a Paróquia e o Movimentum, pelas responsabilidades que desenvolve na Paróquia; entre o Movimentum e... o Movimentum, por inerência de pertencer ao Grupo!


Senhoras e Senhores.......   O Sr. António Augusto Mandim..........
****************************


A Maia tem o privilégio de ter adoptado como sua filha uma grande poetisa.
Senhora de uma voz doce que dá vida ao que escreve, autora de uma obra já bastante extensa e que é lida com bastante agrado.
Ela, juntamente com a Maria Jerónima (que por motivos vários não pode estar hoje entre nós) foram as mães do “Movimentum – Arte e Cultura” que teve a sua primeira actuação, como grupo, nestas Terras do Lidador.


Senhoras e Senhores....  A Srª. D. Maria Mamede.........
****************************


Separadores musicais:


Os “Sons do Vento” nasceram no ensaio prévio anterior à primeira Noite de Poesia, em Abril de 1999.
A voz quente e bem moldada da Ivone, acompanhada à viola e pela voz do Bruno, encantou-nos desde então... Não é de estranhar que ao longo destes anos tenham sido – e é dito com muito, mas mesmo muito carinho! – os “nossos cantores residentes”.
Desde então têm cantado e encantado quem os ouve...


Senhoras e Senhores.....      Os “Sons do Vento”... — Ivone Delgado e Bruno Pedro..........
****************************


Conhecemos Virgílio Oliveira ao ouvir as suas interpretações de música galega e a sua forma peculiar como animava os nossos Serões.
Companheiro das nossas Noites de Poesia faz jus à sua veia de trovador e de cantor.
Das canções galegas, à música de raiz popular, passando por Zeca Afonso ou interpretando Adriano Correia de Oliveira chega a lembrar –nos certas características destes cantores que foram símbolos de uma geração...
Melhor que as palavras... é ouvi-lo!


Senhoras e senhores...      Virgílio Oliveira........................
**************************** 


Jorge Rodrigues tem-nos acompanhado desde sempre, ainda o Grupo não tinha nome.
Amigo de Maria Mamede, com um timbre de voz que me recorda Pedro Barroso, além de tocar e cantar, compõe muitas das composições que interpreta sozinho ou em grupo.
A sua voz, a maneira como interpreta, a harmonia dos grupos em que actua, a canção toma outra dimensão... desta vez trouxe o Rui Covas, um amigo de sempre.
Nada melhor que os ouvir...


Senhoras e Senhores....       Jorge Rodrigues e Rui Covas..........
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 Maria Mamede diz o 1º poema – “Timor”  de Alice Barreto (já falecida);


José Gomes diz o 2º poema – “Ao que se chama Ano”  de Bernardino Encarnação (já falecido);


Maria Mamede e José Gomes dizem o 3º poema – “Quadras de S. João” (dedicadas a João Homet, já falecido), de Augusto Ramiro.
****************************


 Encerramento


 


Foram chamados os autores que deram vida à colectânea “Noites de Poesia em Vermoim 1999 – 2004”, a quem foram distribuídos os livros a que tinham direito.


A todos os participantes nesta Noite (público e cantores) a Junta de Freguesia de Vermoim ofereceu exemplares da colectânea e convidou todos os presentes a associarem-se a um Porto de Honra que foi servido no Salão Nobre.


 


E assim passou-se mais uma Noite de braço dado com a Poesia e a Música....


poesia2.jpg
(Maria Mamede, na sua intervenção)


José Gomes



 

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