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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura

28
Mai06

AI, TIMOR...

zeca maneca

 

"Quando é que elas vão poder voltar a rir assim?!..." - foto de Prof. A. Serra

Realmente cansei de ouvir, ler e ver tanta notícia sobre Timor-Leste que no fundo além de se contradizerem, deixam transparecer qualquer coisa que não está completamente correcta.
Não quer dizer que Timor-Leste não esteja a passar por um período mau, o primeiro grande choque dos seus quatro anos de Nação livre e independente.
Mas no meio deste choque de crescimento tenho a certeza que grandes interesses internacionais estarão a mexer os cordelinhos, não para pôr água na fervura, antes atiçando as brasas... ai petróleo, petróleo, a quanto obrigas!

Pois ao ler hoje o blog "Do Alto do Tatamailau" - (http://tatamailau.blogspot.com/) - de um profundo conhecedor de Timor, de todas as crónicas que tenho lido e dos emails recebidos directamente de Timor, foi esta que - além do humor que consegue transmitir! - aponta de uma forma sintética a razão porque a GNR já lá deveria estar...

Depois de ter o seu consentimento, deixo-vos com a leitura do blog, com alghuns destaques da minha lavra... ah! E como não gosto de textos muito longos, resolvi fazer parágrafos.

Penso que será mais fácil assim obrigar-nos a pensar...

Obrigado, Manuel L. Almeida, pela seu amor e dedicação a Timor, pelo texto e pela foto - e até pela legenda que sugeriu.

"28 Maio 2006

À atenção do Sr. Engº, do Sr. Prof. e do Sr. Dr!...

O que está a acontecer e a relativa ineficácia (aparente?) da intervenção australiana até ao momento eram de esperar...

As forças armadas --- nenhumas FA em lado nenhum do mundo --- não estão preparadas para a "reposição da ordem pública"; isso É tarefa das polícias, nomeadamente das "polícias de choque".

Isto é: os australianos foram chamados para susterem determinado "inimigo", essencialmente militar (Reinaldos, Salsinhas FDTL contra PNTL, etc.), e afinal o inimigo com que se deparam é outro: as várias "turbas" que andam a pôr a cidade a ferro e, principalmente, fogo.

Moral da história, Sr. Eng.º, Sr. Prof. Doutor e Sr. Ministro Dr. António Costa: o que está em causa em Díli é trabalho para a GNR e não para um exército, que não está equipado nem preparado (não foi treinado) para este tipo de operações.

Por isso seria essencial --- E-S-S-E-N-C-I-A-L! --- que enviassem a GNR JÁ e não "às mijinhas"!... (desculpem o palavreado mas por vezes não há como falar português "vernáculo" para ver se a gente se entende!...)

Pelo menos envie 80 GNRs agora e 40 depois em vez de ao contrário!...


Não se preocupe com o facto de eles não poderem dispor dos GMCs para irem para o "trabalho"! Eles anteriormente "torravam" dentro daquilo e estou certo que meios de transporte em Díli não lhes vão faltar!


Os japoneses deixaram lá muitos camiões mas se esses não chegarem os nossos GNRs até de "mikrolete" vão!...


E não se esqueçam de levar muitas bandeiras de Portugal! O Jumbo está a vendê-las a 1€... :-)

Estes 80 mais o que resta da UIR treinada pela GNR serão muito úteis!

Porque é que temos de chegar sempre atrasados a todo o lado?!...

E não tenham medo porque eles não vão tomar partido por nenhuma das partes em confronto --- se é que há partes em confronto...


Eles vão simplesmente tomar partido... pelos timorenses! Pelo povo timorense que morre todos os dias na rua e em suas casas, queimadas pela "maltosa" que anda à solta. Garanto-vos que só o grito de "GNR!..." vai ser suficiente para a maior parte dar "às de vila diogo"!...


De tal forma que quando eles lá estiveram se brincava dizendo que a GNR tinha sempre que actuar com um "carro vassoura"... para apanhar as xanatas que a malta deixava pelo caminho quando fugia!...

PS:

- Os Srs. Ministros não sabem o que é uma mikrolete? Não se preocupem. Os GNR sabem... É assim uma coisa do tipo Toyota Hi-Ace mas que em vez de levar 6-9 passageiros leva 16-19...


Mais os sacos de arroz, os cachos de bananas…


Sem contar com as galinhas e o peixe penduradas por fora!


posted by Manuel Leiria de Almeida @ Domingo, Maio 28, 2006 "

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Foi com este apontamento que M.L.A., um homem que conhece bem a realidade de Timor, tentou dar uma ajuda áquele Povo, num recado aos nossos governantes... e não só!
Espero que estas sugestões não caiam em saco roto.

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Carlos Paredes - "Asas sobre o Mundo"

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24
Mai06

Até sempre, Fernando Bizarro!

zeca maneca

Ao

Fernando Bizarro

(http://lusomerlin.blogspot.com)



O que é a vida?

É o clarão de um pirilampo na noite.
É o sopro de um bisonte no inverno.
É a pequena sombra que corre na erva e se perde no pôr do sol.

Descansa em Paz, camarada!

FRATERNIDADE

A fraternidade não se reduz à comunidade dos homens, ao seu ambiente mais imediato.
Estende-se até às estrelas mais longínquas.


José Gomes

 

 

 


 

 


15
Mai06

Adriano Correia de Oliveira

zeca maneca

 


 “Nas tuas mãos tomaste uma guitarra
Copo de vinho de alegria sã
Sangria de suor e de cigarra
Que à noite canta a festa da manhã.

(…)”

In “Memória de Adriano”, soneto de Ary dos Santos

 

 

Adriano Correia de Oliveira nasceu na Rua Formosa, 370, no Porto, a 9 de Abril de 1942.

 
Meses depois foi morar para Avintes, para a Quinta das Porcas, um local pitoresco do Rio Douro.
 
Fez a Escola Primária (em Avintes) e o Liceu no Porto (Liceu Alexandre Herculano).
 
Em 1957 foi fundada a União Académica de Avintes (UAA), da qual foi um dos fundadores. Foi aqui que se iniciou no Teatro Amador e foi atleta da equipa de voleibol desta associação e acompanhou-a desde os campeonatos regionais até à consagração de campeões nacionais da I Divisão.
 
Apenas com 17 anos (1959), matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra que acabou por não terminar.
 
Tornou-se atleta da secção de voleibol da AAC (Associação Académica de Coimbra), tendo sido, em 1960, campeão regional da II Divisão.
 
Ainda em 1959, integrado no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica de Coimbra, abrilhantou bailes de estudantes, cantando e tocando guitarra eléctrica, ao lado de José Niza, José Cid, Proença de Carvalho e outros...
 
Tornou-se membro do Orfeão Académico, colaborou em serenatas, em manifestações musicais e culturais e participou activamente nos movimentos estudantis dos anos sessenta

.



Iniciou-se no Fado Coimbra, acompanhando o Grupo Eduardo Melo nas serenatas pelas noites frias das ruas da cidade de Coimbra.

Numa festa de recepção aos caloiros, na Faculdade de Medicina de Lisboa, Adriano Correia de Oliveira cantou, pela primeira vez em público, a “Trova do Vento Que Passa”.
 
Adriano Correia de Oliveira recolheu, seleccionou e gravou canções de raiz popular, nomeadamente trechos do folclore minhoto, beirão e açoriano.
 
Gravou vários álbuns, cantou poemas de autores portugueses e melodias que encantaram e prevaleceram como baluartes da canção de intervenção. Ainda nos tempos de hoje essas canções emblemáticas continuam a ser bandeiras de luta do nosso dia a dia.
 
Ao lado de José Afonso, Manuel Freire, Luísa Bastos, José Jorge Letria, Francisco Fanhais, José Mário Branco – e tantos outros –, deu sempre o seu melhor, o seu testemunho do profundo amor à causa da Liberdade, levando – através das suas canções e dos seus actos -  mensagens, conforto e ânimo aos companheiros exilados, presos ou que tinham de sufocar os ideais democráticos.
 
Muito cedo nos deixou, quando estava no auge da sua carreira. A morte surpreendeu-o a 16 de Maio de 1982, em Avintes, com apenas 40 anos de idade.
 
(…)
 
O corpo grande a alma de menino
Trazia no olhar aquele assombro
De quem queria caber e não cabia.
 
Os pés fora do berço e do destino
Pediu uma cerveja e poesia.
E foi-se embora de viola ao ombro.
 
In “Adriano”, soneto de Manuel Alegre

 

 

«Espero que o trabalho que está feito sirva para estimular os jovens
na procura de soluções
que retratem os problemas do seu tempo.»
 
Adriano Correia de Oliveira

 

 

 


 

Com este post  traço a rota e o perfil de Adriano nos poucos anos que esteve entre nós,

Não sei bem porquê, tentam que o seu exemplo e a sua voz caia no esquecimento.

Hoje como ontem continua quase um desconhecido para o povo, esse mesmo povo a quem dedicou a sua arte, a sua vida, o seu empenho à Liberdade.

A sua voz foi uma arma... antes e depois de Abril.

Não deixemos que a voz de Adriano seja calada.

Até sempre, Adriano!

 


 

07
Mai06

Saudade, palavra triste...

zeca maneca

 

Hoje estive a arrumar algumas fotografias... como forma de matar tempo e recordar a Zia, neste momento no outro lado do Atlântico...


... e assim compreender a sua amizade pelos animais!

O Hugo (golfinho) parece que fez uma grande amiga.

 


Bem patente neste bailado e no sorriso dos dois.

E assim passei mais um domingo...

Com as saudades sublimadas pelas recordações.

Tudo de bom para ti, Zia.

 

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