O BANHO SANTO...
S. Bartolomeu e o Banho Santo
Texto - José Gomes
Fotos - Milú Coelho Gomes (as melhores conseguidas...) e José Gomes (as outras...)
Música - Gal Costa canta Tom Jobim - "A Felicidade"
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Texto - José Gomes
Para todos os amigos, Movimentum - Arte e Cultura informa que no próximo dia 2 de Setembro de 2006, pelas 21,30 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim - Maia, recomeça as suas habituais Noites de Poesia em Vermoim.
O tema de Setembro é "As UVAS"
A animação musical está a cargo dos "Sons do Vento" (Ivone Delgado e Bruno Pedro).
Contamos com a vossa presença e com a divulgação que possam dar a este evento.
Para que a História não esqueça:
Passaram-se já 61 anos...
No dia 6 de Agosto de 1945, às 08,15 horas, um B-29 da força aérea americana, lançou a primeira bomba atómica sobre Hiroxima.
Um cogumelo de fumo e fogo elevou-se no ar matando, em pouco mais de meio minuto, 80 mil pessoas, ferindo mais de 75 mil e transformando a cidade num inferno de corpos, pedras e ferros derretidos.
No dia 9 de Agosto de 1945 [1], às 11,02 horas, a cidade de Nagasaki foi varrida do mapa por uma bomba de plutónio, detonada a 503 metros acima da cidade. 74.000 mortos foram o resultado imediato da explosão e dos vinte mil graus centígrados desenvolvidos pela bomba. Os 40.000 feridos imediatos iriam aumentar o número de vítimas mortais, com o decorrer dos anos, devido à exposição às radiações e às queimaduras portadoras, mais tarde, de leucemia e cancro linfático.
Cinzas
Só com uma pequena diferença... foi um feito da tecnologia ocidental, uma vitória da “ciência”, um largo passo no conhecimento da humanidade!
— Os nazis mataram em nome de um ideal — “limpar” a humanidade das raças impuras e preparar o novo milénio para acolher a raça ariana, a chamada raça pura!
— As bombas atómicas foram lançadas em nome do “Bem” e da “Democracia”, para eliminar da face da terra o “Espírito do Mal”, encarnado nessa altura pelos japoneses“... animais cruéis, obstinados, fanáticos...” [2].
— Ontem, como hoje, os generais (estrategos[3] de todas as guerras) disseram que Hitler (e não só...) estava pronto a construir a bomba atómica, uma arma que iria inverter o sentido da guerra...
— Historicamente a destruição de Hiroxima e Nagasaki não teve razão de ser, uma vez que o Japão já estava de joelhos e rendia-se, pedindo apenas para preservar da humilhação o imperador e a sua família!
O presidente da América, os generais mais militaristas e os cientistas mais retrógrados não só quiseram vingar-se da destruição de Pearl Harbour, como também experimentar em seres humanos o “tal brinquedo novo” criado com engenho e arte pelos crânios brilhantes que se passaram para o lado dos aliados ...
— “(...) É o mais destruidor aparelho jamais construído pelo homem! No teste, fez uma torre de aço de 60 metros derreter-se como se fosse um sorvete aquecido (...)” [4]
Mas havia ainda outra razão, por trás do “jogo de xadrez” que são todas as guerras: — uma tentativa de intimidar Estaline e a União Soviética, pois no horizonte já se desenhava a chamada “guerra fria”... que viria a acontecer em 1949 quando a União Soviética, nos seus campos de experiências, fez explodir a bomba H (bomba de hidrogénio) um artefacto ainda mais destruidor que as bombas lançadas sobre as duas cidades japonesas.
Mas ontem como hoje, desde que o homem se conhece como tal, a guerra sempre serviu para os seus ideais megalómanos de expansão territorial, dominar os seus semelhantes naturalmente mais fracos, conquistar a riqueza e o poder... todos os meios justificam estes fins — sejam eles de cariz religioso, humanitário ou, simplesmente, intimidatório!...
Para completar este apelo à nossa memória colectiva, deixo-vos este registo:
1 – A construção e desenvolvimento da bomba atómica, denominada “Projecto Manhattan” (1942 – 1946), teve lugar em Los Álamos no deserto do Novo México; a bomba que foi lançada sobre Hiroxima era de Urânio-235 e a de Nagasaki de Plutónio;
2 – Ao fazerem a análise ao teste efectuado no deserto de Los Alamos e ao aperceberem-se das consequências da arma que tinham criado, os cientistas do “Projecto Manhattan” fizeram uma petição para anular a utilização destas bombas no Japão. Esta petição veio a “desaparecer” na gaveta do general Leslie Groves, supervisor do referido “Projecto”, em conivência com o então secretário de estado James Byrnes;
3 – O presidente Truman assinou a ordem de lançamento. Na altura da explosão encontravam-se em Hiroshima 24 americanos. Apenas cinco sobreviveram, mas por pouco tempo:
- Três foram linchados;
- Os outros dois morreram, onze dias depois, vítimas da radiação...
O Homem para sobreviver como espécie teve de aprender a matar;
O Homem se quiser sobreviver como espécie terá de aprender a amar.
José Gomes
18 de Agosto de 2006
[1] A cidade alvo era Kokura, mas devida à intensa barragem das baterias antiaéreas, o piloto do B-29 desviou-se do objectivo deixando cair a bomba em Nagasaki que era um alvo secundário.
[2] In “Diário Secreto” de Harry Truman, presidente dos USA (1945 - 1953).
[3] Seres “iluminados” que visam a criação, o desenvolvimento e a utilização adequada dos meios de coacção política, económica, psicológica e militar à disposição de poder político para se atingirem os objectivos por este fixados. (in Diciopédia, Porto Editora).
[4] In “Diário Secreto” de Harry Truman.
Localização dos continentes MU e ATLÂNTIDA
(pesquisa e desenho de José e Milú Coelho Gomes)
A destruição de MU
“A crosta terrestre abriu-se e lá mergulhou todo um continente num abismo de água e de fogo. Milhões de vozes suplicavam que os salvassem. Os gritos eram aflitivos. As águas do Pacífico fecharam-se sobre aquilo que foi uma poderosa nação. Só o borbulhar das águas, o estrondo dos vulcões e o ranger das terras pairou acima do oceano”
(tradução livre do manuscrito Truano, documento Maia muito antigo e que se encontra no Museu Britânico)
O primeiro cataclismo que caiu sobre MU foi destruidor.
Ruídos subterrâneos precederam os primeiros tremores de terra e as erupções vulcânicas sacudiram a parte setentrional do continente.
Ao longo das costas, enormes maremotos cobriram as planícies da “Mãe-pátria” e engoliram cidades, templos, monumentos e pessoas.
Os vulcões vomitaram chamas, fumo e lava, que se foram amontoando, formando pirâmides que se transformaram em rochas, visíveis hoje em certas ilhas dos mares do Sul.
Depois desta catástrofe, as cidades foram reconstruídas e a vida continuou.
Com o passar das gerações, tudo caiu no esquecimento.
Mas um dia...
“MU levantou-se e rolou sobre si mesmo, como se fosse vagas do oceano. A terra tremeu e sacudiu-se como folhas de árvore numa tempestade. Os templos e os palácios desmoronaram-se, os monumentos e as estátuas foram revolvidos desde a sua base. As cidades eram apenas ruínas”
(Manuscrito Truano, Codex Cortesianus e Documentos de Lassa).
Um mar de chamas e nuvens de fumo cobriram o continente todo. Maremotos consecutivos varreram as planícies, destruindo à sua passagem cidades, monumentos e pessoas.
Durante a noite MU mergulhou num “oceano de fogo”, levando consigo para as entranhas da terra o que restou dos seus 64 milhões de habitantes.
De todos os lados vagas gigantescas esmagaram-se naquele abismo de fogo.
Assim se consumou a primeira grande civilização da Terra.
As actuais ilhas do mar do Sul foi tudo o que restou de MU.
Os sobreviventes, agarrados a essas elevações poupadas pelas águas e pelo fogo, viam-se agora sem nada, sem palácios, sem templos, sem navios, sem roupas, sem abrigo, sem terra e sem alimentos.
As águas borbulhavam à volta dos refúgios miraculosos que os tinham poupado e as nuvens fumegantes e as cinzas escaldantes, fedendo a enxofre, esconderam o Sol.
Tudo à volta era luz de fogo e negro de solidão.
A odisseia ia, mais uma vez, partir do ponto zero.
Muito dos que se tinham salvo morreram de fome, de desespero, de sede, de raiva, de frio e de medo. Uns não aguentaram os horrores que viveram e enlouqueceram, outros pura e simplesmente mataram-se.
Sem alimentos tornaram-se selvagens.
Os mais aptos tiveram que descer ao degrau de animais primitivos: comer o seu irmão para sobreviverem!
As peles dos animais, as cascas e as folhas das árvores substituíram as suas roupas tecidas a ouro e panos finos. As pedras, as lanças e as flechas voltaram a ser as suas armas de defesa e de caça.
Com o passar das gerações as recordações de MU, transmitidas de pais para filhos, foram~se perdendo nas brumas do tempo, tornando-se lendas que chegaram até aos nossos dias.
E o Homem - mais uma vez! - começou a sua caminhada em busca de si mesmo.
MU, o berço da humanidade, a “Mãe-pátria do homem”, foi engolido pelas águas do oceano Pacífico há 12.000 anos.
A Bíblia fala-nos do Dilúvio cujas águas subiram a 26 pés e que cobriram as montanhas.
Muito mais haveria para dizer. Ficou um cheirinho... um dia destes talvez possamos seguir as pisadas de Moisés pelo Monte Sinai, vindo do Egipto e descobrir as semelhanças entre a Génese tal qual a conhecemos e o raiar da Vida nesse velho continente engolido pelas águas do Pacífico.
José Gomes
Agosto 2006
V. N. Gaia através das grades - J. Gomes - Agosto 06
Acabo de receber vários e-mails a contestar a veracidade das intenções de Buono, dos U2, nas suas campanhas contra a fome e a pobreza...
Apeteceu-me fazer três coisas:
1 - Acabar com todos os blogs, pois estou a contribuir, com a minha ingenuidade, para espalhar a exploração e as falsas idéias apregoadas;
2 - Safar simplesmente o "Post" anterior, sem qualquer comentário ou explicação;
3 - Transcrever este e-mail que me chocou e de que maneira:
Ofensiva ideológica
Oh, Zé Kagomes:
Nem de propósito.
Inda há pouco acabei de ler a tua msg em que te lamentavas de não poderes incluir no teu blog um vídeo do Buono e a seguir leio esta do **** que me transcreve um interessante artigo.
Kuméké?
A Porta do Futuro... (foto José Gomes - junho 06)