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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

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Movimentum - Arte e Cultura

27
Jan07

NOITES DE POESIA EM VERMOIM...

zeca maneca

O convite acima para a Noite de Poesia de Vermoim do próximo sábado dia 3 de Fevereiro já foi enviado pelo correio...


Nunca é demais recordar o tema para essa sessão: Se não houvesse fronteiras.


Gostaríamos de contar com a vossa presença e que nos ajudassem a divulgar este evento.




Inserido nas Festas de S.Brás, a Junta de Freguesia de Vermoim vai levar a cabo o 2º Festival Gastronómico de Vermoim "Há Porco no Parque", nos próximos dias 2 a 4 de Fevereiro.


Há tasquinhas / Folclore / Cantares ao desafio / Fado / Teatro.



O programa da Noite de Poesia a entregar na Sessão do dia 3, estará disponível neste blog.


Apareçam...

Ajudem a divulgar...

E tragam um amigo, também!


JG


+++++++
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O vídeo com que terminamos este artigo foi feito pelo Álvaro Miguens no passado dia 6 de Janeiro.


Ivone Delgado acompanhada pelo Bruno Pedro, interpreta a " Mulher da Erva" de Zeca Afonso.



22
Jan07

João de Deus

zeca maneca



João de Deus

(1830 - 1896)


João de Deus
nasceu em S. Bartolomeu de Messines, no Algarve, a 8 de Março de 1830 e morreu em Lisboa a 11 de Janeiro de 1896.

Estudou Direito na Universidade de Coimbra, concluindo a sua formatura em 1859. Neste período conviveu com Teófilo Braga e Antero de Quental. Aí desenvolveu a sua capacidade de improvisação poética, por vezes acompanhando à viola variações do cancioneiro popular, sobretudo poemas de sabor popular e sátiras, que os seus amigos se encarregaram de escrever e compilar.

Depois de uma actividade profissional sem relevo como advogado e jornalista foi eleito, em 1869, deputado pelo círculo de Silves e passou a residir em Lisboa.

Em 1869, foi editada a sua primeira colectânea, Flores do Campo. Deve-se a Teófilo Braga esta edição, com o título de Campo de Flores, de uma compilação dos seus textos líricos e satíricos (1893) e dos textos em prosa (Prosas, 1898).


Em 1876, João de Deus envolveu-se nas campanhas de alfabetização, escrevendo a Cartilha Maternal, um novo método de ensino da leitura, que o distinguiu como pedagogo.

Em 1878, no prefácio da terceira edição da Cartilha Maternal e sobre os métodos da instrução, escreveu-se assim:


“Porque razão observamos nós, a cada passo, n'os filhos da indigencia, meramente abandonados á escola da vida, uma irradiação moral, uma viveza rara n'os martyres do ensino primario ?

Ás mães que do coração professam a religião da adoravel innocencia, e até por instincto sabem que em cerebros tão tenros e mimosos todo o cansaço e violencia póde deixar vestigios indeléveis, offerecemos, neste systema profundamente prático, o meio de evitar a seus filhos o flagello da cartilha tradicional”.


O sucesso da Cartilha Maternal foi tão grande que em 1888 as Cortes a adoptaram como método oficial de leitura e João de Deus foi nomeado Comissário Geral do Ensino da Leitura.

Os amigos de João de Deus lançaram em 1882 a "Associação das Escolas Móveis pelo Método de João de Deus".

Em 1895, foi organizada uma grande homenagem ao poeta à qual se associou o Rei D. Carlos. Foi-lhe proposto um título nobiliárquico, que recusou. A Academia Real das Ciências proclamou-o Sócio de Honra.


Em resposta à homenagem de estudantes de todo o país que se dirigiram a sua casa em grande cortejo, João de Deus assomou à varanda e declamou de improviso:


Estas honras e este culto

Bem se podiam prestar

A homens de grande vulto.

Mas a mim, poeta inculto,

Espontâneo, popular...

É deveras singular!


João de Deus morreu em 1896, tendo sido sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, honra reservada a um punhado dos mais notáveis portugueses.

Meses depois, quando o seu filho João de Deus Ramos ingressou na Universidade de Coimbra, ao contrário dos hábitos impostos aos caloiros, foi-lhe reservada uma recepção apoteótica com capas pelo chão, só por ser filho do poeta e pedagogo João de Deus.

Deixo-vos com o poema que marcou a minha infância e juventude:

 

A VIDA

Foi-se-me pouco a pouco amortecendo

a luz que nesta vida me guiava,

olhos fitos na qual até contava

ir os degraus do túmulo descendo.

 

Em se ela anuviando, em a não vendo,

já se me a luz de tudo anuviava;

despontava ela apenas, despontava

logo em minha alma a luz que ia perdendo.

 

Alma gémea da minha, e ingénua e pura

como os anjos do céu (se o não sonharam...)

quis mostrar-me que o bem bem pouco dura!

 

Não sei se me voou, se ma levaram;

nem saiba eu nunca a minha desventura

contar aos que inda em vida não choraram ...

 

A vida é o dia de hoje,

a vida é ai que mal soa,

a vida é sombra que foge,

a vida é nuvem que voa;

a vida é sonho tão leve

que se desfaz como a neve

e como o fumo se esvai:

A vida dura um momento,

mais leve que o pensamento,

a vida leva-a o vento,

a vida é folha que cai!

 

A vida é flor na corrente,

a vida é sopro suave,

a vida é estrela cadente,

voa mais leve que a ave:

Nuvem que o vento nos ares,

onda que o vento nos mares

uma após outra lançou,

a vida – pena caída

da asa de ave ferida –

de vale em vale impelida,

a vida o vento a levou!

 

 

 

Sobre João de Deus, a sua lírica e a sua vida. há outras referências.

Como início de procura, sugiro a visita à Associação de Jardins Escolas João de Deus que mantém a sua Casa-Museu em Lisboa junto ao Jardim da Estrela e ao projecto Vercial que editou um CD-ROM que inclui uma versão completa do "Campo de Flores".

 

José Gomes


14
Jan07

Oh! Mon Papa - A canção

zeca maneca

Quero agradecer à amiga Pequenina (http://www.pequeninapoesias.com.br/) ter-me dispensado a canção “Oh! Mon Papa” (J. Boyer, P. Burkhard – interpretada por Tino Rossi – 1954).

Dedico-a ao meu Pai:

Oh ! mon papa


Oh ! mon papa, si beau, si doux, si généreux
Oh ! mon papa que j'aimais son sourire
Oh ! mon papa je trouvais au fond de ses yeux
Toutes les joies que les enfants désirent

Il me prenait sur ses genoux, ah ! quel bonheur
Il me parlait et m'amusait des heures

Oh ! mon papa, si beau, si doux, si merveilleux
Il comprenait la moindre de mes peines
Et il calmait mes larmes dans un seul baiser
Lui si gentil qu'il me manque aujourd'hui


Oh ! mon papa, si beau, si doux, si merveilleux
Il comprenait la moindre de mes peines
Et il calmait mes larmes dans un seul baiser
Lui si gentil qu'il me manque aujourd'hui.

Oh ! mon papa.

12
Jan07

Oh! Meu Pai

zeca maneca

Oh Meu Pai!

 

Partiste assim de repente, sem aviso prévio!

 

Sabemos que o fim é uma lei básica da humanidade.

Apesar dos teus quase 94 anos não esperávamos que no alvorecer do dia 10, pelas 7,30 da manhã, me caísses nos braços e por eles escorregasses até ao chão.

Partiste serenamente, sem sequer te despedires da tua neta, da tua nora e de mim.

Partiste de repente, sem aviso prévio!...

 

Deixaste um vazio…

 

E uma dor nos nossos corações!

 

Oh meu Pai!

 

(Sónia + Milú + José Gomes)

 

----------------------

Em sua homenagem e apesar de não ter encontrado a canção  “Oh! Mon Papa” (J. Boyer, P. Burkhard – interpretada por Tino Rossi – 1952) deixo-vos com a letra em francês:

 

Oh ! mon papa

 

Oh ! mon papa, si beau, si doux, si généreux
Oh ! mon papa que j'aimais son sourire
Oh ! mon papa je trouvais au fond de ses yeux
Toutes les joies que les enfants désirent

Il me prenait sur ses genoux, ah ! quel bonheur
Il me parlait et m'amusait des heures

Oh ! mon papa, si beau, si doux, si merveilleux
Il comprenait la moindre de mes peines
Et il calmait mes larmes dans un seul baiser
Lui si gentil qu'il me manque aujourd'hui


Oh ! mon papa, si beau, si doux, si merveilleux
Il comprenait la moindre de mes peines
Et il calmait mes larmes dans un seul baiser
Lui si gentil qu'il me manque aujourd'hui.

Oh ! mon papa.

 

Segue o teu caminho em direcção à LUZ.

Descansa em Paz.

 

JG

07
Jan07

Reportagem da Noite de Poesia de 6 de Janeiro 2007

zeca maneca

A reportagem da noite de 6 de Janeiro 2007

 

A primeira Noites de Poesia em Vermoim de 2007 começou no ambiente de descontracção e camaradagem que já vem sendo habitual.

Uma sala cheia esperou pela participação dos poetas que se inscreveram antes de começar a sessão.

Ao contrário do que esperávamos, por o tema ser difícil e diferente do que habituáramos os participantes nestas lides ao longo destes quase 8 anos de vida, inscreveram-se dez poetas.

Mais participativo foi o Tema Livre no qual se inscreveram 18 poetas.

A Noite de Poesia começou depois dos cumprimentos de boas vindas, boas festas e bom ano por parte da Mesa e foi-se animando durante a declamação dos poemas dos vários participantes.

A nossa jovem poeta Bruna, apesar de adoentada, não quis deixar de estar presente e, embora não colaborasse nesta Noite, não deixou de estar presente com os seus aplausos entusiastas e com o seu ar feliz.

Nesta Noite tivemos a colaboração de Diogo Santos, um jovem de 11 anos, que nos declamou as “Janeiras”, um poema de sua autoria.

Saliento, entre outros, a actuação de Ferreira da Costa que nos interpretou além de outros poemas, no seu estilo bem característico, a Procissão, de João Villaret/António Lopes Ribeiro.

Os “Sons do Vento” interpretaram, entre outras, canções de Zeca Afonso e Janita Salomé e os aplausos que receberam premiaram as suas vozes magníficas.

Os “Meninos da Filarmonia” (Bárbara, Cláudia e Pedro) como, carinhosamente, os trata a Maria Mamede, brindaram-nos com as suas interpretações em instrumentos de sopro. Saliento as músicas de Natal que empolgaram todos os que os ouviram.

E surpresa das surpresas foi a entrada do Grupo das Janeiras de Vermoim que, a convite da Junta de Freguesia e em colaboração com a Filarmonia, vieram cantar-nos as Janeiras.

A “Poesia na Net “ esteve presente com poemas de João Diogo que nos enviou, com o pedido de ser apresentado nesta Noite de Poesia, esta anotação sobre o Natal:

 

NATAL

 

Sem entrar em detalhes circunstanciais ao nascimento do filho de Deus, apenas e só nos referiremos às nuances que o próprio Natal nos sugere e que nos dá o livre arbítrio de fazermos as seguintes considerações.

Sendo o Natal um ciclo carregado de muita magia, tal o simbolismo que o envolve e que dá o suporte para ser uma festividade natalina muito marcante, nos insurge a que o vivamos com a esperança de um amanhecer aureolado de muita luz, com alguma ingenuidade como se fossemos criancinhas, mantendo a ternura de um botão de rosa e a leveza de uma linda Borboleta esvoaçando livremente e teremos realmente encontrado o Natal e o que ele representa para toda a humanidade.

No entanto sendo o Natal uma maior abertura em termos rudimentares à aproximação dos seres desavindos a uma reconciliação, não é menos verdade que ele é a apologia em termos de solidariedade, a um maior estreitamento entre todos os filhos de Deus; daí que a sua serventia é por demais evidente, conquanto ele apazigua o homem, tocando em seu coração um tanto ou quanto duro, tornando-o mais dócil e mais comedido.

Contudo é ao Natal que devemos as Boas Graças de comungarmos com ele, porquanto ele nos dá a Árvore para que a possamos engalanar ao nosso gosto, assim como a possibilidade de trocarmos presentes entre os familiares e amigos, como ainda investir a nossa imaginação na construção de um presépio alusivo ao Menino Jesus, além da grande satisfação de vermos reunidos à volta da mesa, os nossos familiares, em alegre noite de consoada com a tradicional Ceia de Natal.

Em suma o Natal é isto e muito mais do que isso, seria lembrar-nos que o Natal, que é vivido em um só dia, fosse quando muito, vivido assim todos os dias… com CONFIANÇA, PAZ e AMOR.

Um Santo e Feliz Natal 2006 e um próspero Novo Ano de 2007 para todos aqueles que frequentam as Noites de Poesia em Vermoim.

 

Recife, 25 de Dezembro de 2006

João Diogo

 

Antes de terminar a Sessão, os presentes foram convidados a estarem presentes na sessão de lançamento do livro de poesia “Lume”, que terá lugar do dia 12 de Janeiro de 2007, pelas 21.30 horas, no Auditório da Junta de Freguesia de S. Mamede Infesta (Rua Silva Brinco, s/n 4465-268 S.M. Infesta). Este livro é de autoria da poetisa Maria Mamede.

 

A próxima Noite de Poesia em Vermoim será no dia 3 de Fevereiro de 2007 e tem como tema “Se não houvesse fronteiras”.

 

José Gomes

7/01/07

 

 

 

 

 

 

06
Jan07

Lançamento do livro LUME da poetisa Maria Mamede

zeca maneca




Uma vez que não tive a oportunidade de vos enviar o convite acima, aqui o deixo no blog, dirigido a todos aqueles que queiram estar presentes na Sessão de Lançamento do livro LUME, da poetisa Maria Mamede.


Sexta feira, dia 12 de Janeiro de 2007

às 21,30 horas

Auditório da Junta de Freguesia de S. Mamede Infesta


Conto com a vossa divulgação e a vossa presença na Sessão de Lançamento deste evento.


Até sexta feira.


Um abraço


JG

04
Jan07

...

zeca maneca

NOITES DE POESIA EM VERMOIM...

Sábado

6 Janeiro 2007

21,30 horas










ÁGUA TODA QUE TE VAIS


Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim

Lugar da Igreja - 4470-303 Maia


Apareçam,
Divulguem,
Colaborem...


José Gomes

01
Jan07

Façam o favor de serem felizes

zeca maneca


Problemas vários surgidos em Dezembro, entre eles uma avaria no computador, fizeram com que estivesse afastado mais tempo que contava dos meus amigos e leitores das minhas crónicas.

Devido a estes problemas não consegui visitar os vossos blogues e muito menos comentá-los.

Espero, dentro em breve, voltar ao vosso convívio, agora ao "volante" de uma potente "máquina"... e que me habitue rapidamente ao novo computador, prenda que me poseram no sapatinho...

 
Fiquem com este apelo para o ano que agora está a dar os primeiros passos:


Façam o favor de ser felizes 

Estamos em 2007.
Façam o favor de ser felizes, cada um à sua maneira.

A minha continuará a tentar manter bem viva a luta com os poucos que têm milhões e que se estão nas tintas para os milhões que têm pouco.

JG


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