Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura

25
Fev07

Zeca Afonso - o Homem que sonhou Abril - a reportagem

zeca maneca


O lugar do Zeca, na Cripta da Igreja de Gueifães

 

Chovia ligeiramente… o vento, um tanto agreste, o futebol na TV, o comodismo que se vai instalando há medida que os anos passam, fez-me pensar – às 21,15 horas! – que o nosso objectivo de “Cripta cheia” não seria atingido. Olhava, com desalento, o poster do Zeca e fugia para a rua, tentando que o vento e a chuva me concedessem a calma que sentia, a cada minuto que passava, fugir!...

 

Pouco passava das 21,30 horas e as pessoas chegavam e transmitiam a alegria por estarem presentes. O Fanhais e o Zé Silva, por trás do palco, afinavam as violas e a garganta. Grande parte dos 270 programas feitos já tinham sido distribuídos. Mais três filas de cadeiras foram postas e prontamente ocupadas. A Cripta já estava com uma moldura de público digna de um grande nome como o do Zeca. Sorri e dirigi-me para o palco – chegara a hora de dar início à homenagem a Zeca Afonso.

 

Olhei o público e sorri satisfeito, dando uma piscadela ao Zeca que estava do meu lado direito mesmo por cima da viola pousada na tradicional capa de estudante donde sobressaíam cravos vermelhos que se perdiam pelo chão…





Vista parcial do público, na Cripta da Igreja de Gueifães


O planeamento desta Sessão baseou-se numa conversa informal entre três intervenientes: Zeca, público e os artistas convidados. Foram apresentados os poetas Maria Mamede, Maria José, Albino Santos, José Gomes e os cantores convidados José Silva e Francisco Fanhais.

 

O presidente da Junta de Gueifães, Sr. Alberto Monteiro, abriu a Sessão recordando o homenageado e a alegria que sentiu por ver tanta gente que aderiu a esta iniciativa promovida pela Junta; seguiram-se as palavras de Maria Mamede, como responsável pelo Movimentum – Arte e Cultura, que chamou a si a organização e a coordenação deste evento. Paivas Canhão encerrou esta parte recordando Zeca e o seu espírito de luta.

 

Os poetas convidados disseram, entre outros, poemas do Zeca Afonso, Manuel Alegre e Ary dos Santos.

 

José Silva, na sua intervenção musical, recordou Zeca Afonso. A sua maneira característica empolgou o público que o acompanhou, ao rubro, nas suas interpretações. Segue-se um pequeno apontamento de vídeo para recordar a sua interacção com um público entusiasmado:




José Silva num apontamento de "Os Vampiros"




Francisco Fanhais a actuar na Cripta da Igreja de Gueifães

 

O ponto alto da noite chegou com a actuação de Francisco Fanhais. Amigo pessoal de Zeca Afonso, prendeu-nos logo com o seu sorriso aberto e os seus primeiros trinados na viola. Entre cada canção que interpretou contou como conheceu o Zeca e como este o influenciou na escolha do caminho que seguiu. Contou-nos a sua visão pessoal do Zeca e a maneira como este o levou até ao "Zip-Zip" (o programa "Zip-Zip" -1969 -, foi o primeiro "talk-show" produzido pela televisão portuguesa, em que participaram Raul Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia e que foi responsável pelo aparecimento de grandes nomes da música portuguesa). Com Fanhais ficamos a conhecer melhor Zeca Afonso - o cantor, o poeta, o músico, o sonhador, o lutador que dedicou a sua vida ao serviço dos mais desfavorecidos e dos oprimidos.

 

Seguem-se dois pequenos apontamentos de vídeo para recordar a sua passagem por Gueifães.





Francisco Fanhais num apontamento de "Porque"



Francisco Fanhais num apontamento de "Quadras de António Aleixo"


 

Um abraço muito especial ao Francisco Fanhais e ao Zé Silva por terem levado as canções do Zeca até esta freguesia. Agradeço, também, a todos aqueles que pela palavra, ajudaram a que esta noite fosse possível.


Quero agradecer à Milú o seu trabalho fotográfico e de vídeo, apesar das situações adversas em que esteve a trabalhar.

 


22
Fev07

ZECA AFONSO - Crónica de uma morte anunciada

zeca maneca




ZECA AFONSO

CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

 

Em 23 de Fevereiro de 1987, faz hoje 20 anos, em pleno Inverno, no Outono da vida, morreu Zeca Afonso.

 

Sem pé-de-meia, sem fundo de maneio, sem saco azul, sem subsídios, sem ajudas de custo, sem reforma.

 

Morreu como sempre viveu, pobre, à 3ª badalada da madrugada de 23 de Fevereiro. Vítima de esclerose lateral niotrópica. Num leito anónimo do hospital de Setúbal, acontecia o triste epílogo duma morte anos antes anunciada: morria o poeta, morria o cantor, morria o amigo, morria o companheiro, morria o Zeca.

 

Enquanto galegos, bascos e madrilenos cirandavam numa roda-viva, homenageando o segrel, os portugueses reunidos na praça da indiferença e do egoísmo esqueciam-se no crepúsculo da sua vida. "Estou sozinho no mar negro sem medo à noite cerrada. Ó minha mãe, minha mãe, minha mãe, minha amada".

 

Foi no povo, nos seus anseios e nas suas raízes, nas verdadeiras raízes deste caleidoscópio de gentes, de costumes e de raças, que o cantor encontrou a razão, as razões de muitas das suas cantigas.

 

Nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929. Frequentou a escola primária em Belmonte. Terra que lhe merecia especial carinho. "Ó altas fragas da serra donde o penedo caíu ninguém diga o que não sabe, nem afirme o que não viu".

 

Estudou em Coimbra onde bebeu o néctar divino das noites da velha alta. Noites de boémia, noites de luta, noites de contestação, noites de esperança e qual cavaleiro-trovador não faltava aos centenários das repúblicas, nas festas da primavera ou mesmo num simples aniversário cantando e criando laços de amizade, até entre homens que pensavam de maneiras bem diferentes.

 

Foi lá, em Coimbra, na "Real República dos Corsários das Ilhas", à entrada da Rua da Matemática, nos primórdios dos anos 60 que ouvi o Zeca Afonso dedilhar as primeiras notas de "Os Bravos", "Soldadinho", "Morte que mataste Lira" e de outras canções do folclore açoreano que os "Corsários das Ilhas", os de bom e os de mau ouvido, cantavam em coro nas noites de temporal quando desciam aos "Porões da Nau" e bebiam sangria e vinho do Pico para empurrar torresmos e linguiça que vinham do outro lado do mar, religiosamente embalsamados em alva banha de porco.

 

Depois, depois era só acrescentar um curto estribilho sobreposto aos acordes duma escala espanhola.

 

Homem do Povo, nunca se cansou de cantar para o seu Povo. Com a mesma atenção escutavam-no ricos, escutavam-no pobres e enquanto a voz cristalina do Zeca se escoava como metal incandescente por becos e ruelas estreitas, uma lágrima de ternura resvalava à sucapa dos olhos baços da velha dor do Augusto barbeiro e de tantos outros que o amavam.

 

Lá, no rés-do-chão da casa que foi em tempos do padre e depois virou "República dos Corsários", no quarto do Luban sob o olhar atento de Antero de Quental imortalizado num punhado de versos pintados a negro no fundo branco de uma parede, enquanto Mário Silva, o Topi e outros pintores daquela época desenhavam e coloriam decretos contestatários, o Zeca temperava na forja do seu descontentamento o aço das canções do folclore açoreano, com o mesmo afinco e com o mesmo carinho com que temperava as canções da Beira Baixa, do Minho, de Trás-os-Montes, do Algarve e do Alentejo que tanto, tanto amava. "Chamava-se Catarina o Alentejo a viu nascer, Serranas viram-na em vida, Baleizão a viu morrer".

 

Só quando os alvores da madrugada violavam a cidade adormecida e os primeiros raios de sol beijavam o cocuruto da torre da Universidade o segrel que toda a santa noite peregrinara pelos "Galifões", pelos "Rais-Te-Parta", pelos "Incas", pelos "Bota-a-Baixo", descia até à Sé Velha, olímpia da Lusa Atenas, terminando nos "Cágados" ali a dois passos mesmo em riba do "Quebra-Costas".

 

Poeta de vanguarda, músico, cantor e compositor, cantou o Fado de Coimbra, cantou a Balada, cantou a Canção de Intervenção. "Cantai bichos da treva e da aparência, na absolvição por incontinência, cantai, cantai no pino do inferno, em Janeiro ou em Maio é sempre cedo. Cantai cardumes de guerra e da agonia neste areal onde não nasce o dia".

 

Cantou para ricos, cantou para pobres e sempre no mesmo tom. Cantou para galegos, cantou para bascos, cantou para flamengos, cantou para sul-americanos, cantou para índios, cantou para negros, cantou para cabo-verdeanos, cantou, cantou sempre, até que a doença lhe amarrou a voz e aos poucos lhe roubou a vida. "Fui cantor porque deixei de ser professor e finalmente sou coisa nenhuma porque deixei de ser cantor".

 

Sem clamar vingança contra os que, no crepúsculo da sua vida, o apunhalaram na praça do silêncio e do egoísmo, tal como os irmãos Vicários cobardemente apunhalaram Santiago Nazara à porta de sua mãe Plácida Linero, às 3 da madrugada, numa cama anónima do hospital de Setúbal, morreu o Zeca Afonso.

 

Morreu como sempre viveu: - sem pé-de-meia, sem fundo de maneio, sem saco azul, sem subsídios, sem ajudas de custo, sem reforma, sem nada.

 

Neste dia relembrar o Zeca não é mais do que homenagear o amigo, o poeta e o músico que. no dizer de João de Freitas Branco, tem um significado muito importante no panorama da cultura musical portuguesa.

 

lido por Sérgio Marques na Noite de Poesia do Flor
Junta Freguesia de S. M. Infesta – 
25/02/94
(Autor: José Ferraz Alçada)

20
Fev07

Zeca Afonso - o Homem que sonhou Abril

zeca maneca


 

"Zeca Afonso - O Homem que sonhou Abril" é o tema que nos propusemos, juntamente com a Junta de Freguesia de Gueifães, desenvolver nesta Sessão de Homenagem a Zeca Afonso.


Contamos com a vossa colaboração no "passar a palavra" para que no Sábado, pelas 21,30 horas, a Cripta da Igreja de Gueifães seja pequena para albergar uma multidão que vibrará com as histórias da vida do Zeca e as suas canções que fizeram história.

Ajudem-nos a divulgar este evento.

Colaboração:

Poesia - Maria Mamede, Maria José, Albino Santos; José Gomes.

Canções de Abril - José Silva.

Cantor convidado - FRANCISCO FANHAIS




(Cliquem nas imagens para as verem em tamanho real).


12
Fev07

NÓS E O AMBIENTE...

zeca maneca



Nós e o ambiente

 

Dez Coisas A Fazer foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global:

 

01 - Mudar uma lâmpada – substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 kg de carbono por ano;

 

02 - Conduzir menos – caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 kg de dióxido de carbono por cada 1,5 km que não conduzir!

 

03 - Reciclar mais – pode poupar 1.000 kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;

 

04 - Verificar os pneus – manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 kg de dióxido de carbono da atmosfera!

 

05 - Usar menos água quente – aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 kg por ano;

 

06 - Evitar produtos com muita embalagem – pode poupar 545 kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;

 

07 - Ajustar o termóstato – acertar o termóstato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 kg de dióxido de carbono por ano;

 

08 - Plantar uma árvore – uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante a sua vida;

 

09 - Seja parte da solução – aprenda mais e torne-se activo em www.climatecrisis.net

 

10 - Espalha a mensagem! - incentiva os amigos a ver "Uma Verdade Inconveniente".

 

 

Gentileza de Filipe Freitas (filipe.topazio@netcabo.pt)

 




Neste mês em que se recorda Zeca Afonso - a sua vida e a sua obra, deixo-vos com "Vejam bem", na voz inconfundível do Zeca.



Em 23 de Fevereiro de 1987, faz agora 20 anos, em pleno Inverno, no Outono da vida, morreu Zeca Afonso.
Sem pé-de-meia, sem fundo de maneio, sem saco azul, sem subsídios, sem ajudas de custo, sem reforma.
Morreu como sempre viveu, pobre, à 3ª badalada da madrugada de 23 de Fevereiro.
Num leito anónimo do hospital de Setúbal, acontecia o triste epílogo duma morte anos antes anunciada: morria o poeta, morria o cantor, morria o amigo, morria o companheiro, morria o Zeca.(...)


05
Fev07

NOITES DE POESIA EM VERMOIM...

zeca maneca




Noites de Poesia em Vermoim…

(a reportagem)

 

No passado sábado, dia 3 de Fevereiro, realizou-se no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, a habitual Noite de Poesia.

 

O tema proposto foi “Se não houvesse fronteiras” e, apesar do espectáculo marcado para o 2º Festival Gastronómico de Vermoim “Há Porco no Parque” (Música Popular Portuguesa) o Salão Nobre encheu e foram muitas e boas as intervenções poéticas dos presentes.

 

Devido a doença súbita da Maria Mamede que a obrigou, à última hora, a ficar em casa, lá tive eu de chamar a mim a tarefa de coordenar a Noite de Poesia. Tarefa que foi facilitada pela compreensão e colaboração de todos os presente e a ajuda preciosa da Milú que, mesmo na Mesa, não deixou de fazer a sua reportagem fotográfica.

 

Depois de ter agradecido publicamente as mensagens, o apoio e o carinho que me dedicaram na partida do meu pai, salientando a atitude que muito me sensibilizou por parte do Executivo desta Junta, intervieram os poetas que se inscreveram no Tema e no Tema Livre.

 

Os “Sons do Vento”, nas vozes da Ivone e do Bruno, interpretaram musicas daqueles cantores que nos são queridos.

 


No tema “Se não houvesse fronteiras”, além de outros, destaco o poema da autoria da jovem Bruna Carneiro, declamado pela própria:

 



Se não houvesse fronteiras

 

Se não houvesse fronteiras

Era tudo diferente

Os países misturavam-se

As pessoas perdiam-se

 

Se não houvesse fronteiras

As crianças faziam o que queriam

Os pais não tinham opção

Nem sim, nem não

 

Se não houvesse fronteiras

As pessoas diziam o que pensavam

Sem preocupação

 

Se não houvesse fronteiras

Não existiam doenças

Nem hospitais

 

Se não houvesse fronteiras

Os animais iam comigo para a escola

As galinhas tocavam instrumentos musicais

 

Bruna Carvalho Carneiro

 

 

 

Na “Poesia na Net” foram lidos os poemas enviados por João Diogo (Brasil) e Isabel Cruz (Lisboa)

 

Dos poemas e outros textos lidos no Tema Livre e que foram entregues à Mesa, saliento, por invocar a memória de Zeca Afonso, o texto poético que será transcrito no Blog Movimentum (http://movimentum.blogs.sapo.pt/) no próximo dia 23 de Fevereiro, 20º aniversário da partida deste cantor, compositor, músico, antifascista e poeta a quem este país muito ficou a dever.

 

Para terminar quero agradecer à Bruna, em meu nome, no da Milú, da Maria Mamede e do Mário Jorge os desenhos que nos fizeste durante a Sessão e que demonstram bem o teu espírito de observação e um traço muito especial, apesar dos teus 9 anos de idade.

 

Ferreira da Costa, depois da sua última actuação, convidou todos os presentes para o lançamento do seu livro “Sulcos de Vida” a ser lançado no próximo dia 16 de Fevereiro, pelas 21,30 horas, no Auditório Municipal de Gondomar.

O convite segue mais abaixo…

 

 

 

A próxima Noite de Poesia em Vermoim será no dia 3 de Março e tem como tema “Meu amor, não venhas tarde”.

 

 

Para quem quiser recordar “Maio, Maduro Maio”, uma das canções mais lindas do Zeca, mas desta vez na voz da Ivone Delgado, é só clicar na seta do vídeo abaixo.

 


JG

 

01
Fev07

NOITE DE POESIA DE VERMOIM

zeca maneca






No próximo Sábado (3 Fev. 07), no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, pelas 21,30 horas, teremos a nossa habitual Noite de Poesia, cujo tema é "Se não houvesse Fronteiras".


Além de contarmos com a vossa presença (ou os vossos poemas para serem lidos nessa Noite, no âmbito da "Poesia na Net") e a dos vossos amigos, teremos este mês a presença dos "Sons do Vento" que nos encantarão com as suas vozes.


Este será o Programa a ser distribuído na Noite de Sábado.


Ajudem-nos a divulgar esta iniciativa.



Para matar saudades escolhi uma interpretação da Tuna Universitário do Porto: "Ondas do Douro"-------- para ouvir e deixar-nos levar pela melodia!


Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2006
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2005
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D