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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura

30
Abr07

1º de MAIO - o dia do Trabalhador

zeca maneca




Dentro de pouco mais de uma hora é o dia 1º de Maio, o dia do Trabalhador. Penso que a história deste dia é já parte da nossa memória e cabe a nós honrar os Homens e as Mulheres que o tornaram possível. E honrá-los como? Fazendo deste dia uma jornada de Luta, de Fraternidade e Alegria.

Deixo-vos com um poema de um amigo que sempre soube estar na primeira linha deste combate: FERNANDO PEIXOTO.

 
 
1º. MAIO
 
Há Maio em cada rosto
em cada olhar
que passa pelo asfalto da Avenida
Há Maio em cada braço
que se ergue
há Maio em cada corpo em cada vida
 
Há Maio em cada voz
que se levanta
há Maio em cada punho que se estende
há Maio em cada passo
que se anda
há Maio em cada cravo que se vende
 
Há Maio em cada verso
que se canta
há Maio em cada uma das canções
há Maio que se sente
e contagia
no sorriso feliz das multidões
 
Há Maio nas bandeiras
que flutuam
e mancham de vermelho
o céu de anil
Há Maio de certeza
em cada peito
que sabe respirar o ar de Abril
 
Mas há Maio sobretudo
no poema
que se escreve sem ler o dicionário
porque Maio há-de ser
mais do que um grito
porque Maio é ainda necessário
 
Canto Maio e se canto
logo existo
que o meu canto de Maio é solidário
com o canto que escuto
e em que medito
e que sai da boca do operário
 
(Fernando Peixoto)
 
Um abraço, Fernando, e obrigado pelo teu poema.
Amanhã por lá estarei a recordar como foi belo aquele primeiro 1º de Maio em que uma onda maciça de pessoas inundou a Praça General Humberto Delgado, a Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade, no Porto. E gritamos bem alto LIBERDADE, VIVA O PRIMEIRO DE MAIO, FASCISMO NUNCA MAIS, 25 de ABRIL, SEMPRE...
Façamos deste Maio um grito de Liberdade!

José Gomes
27
Abr07

Noites de Poesia em Vermoim - 5 de Maio 07

zeca maneca

Este é o nosso convite a todos aqueles que queiram estar presentes na nossa próxima Sessão de Poesia em 5 de Maio 2007, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim:


 

TEMA:        Tenho Laços, tenho fitas


Sábado, 5 de Maio 2007, pelas 21,30 horas


Faça o favor de aparecer e de trazer mais um amigo…


22
Abr07

25 de Abril, sempre! - 3

zeca maneca




25 Abril – 33 anos depois...

(continuação)

 

 

Durante alguns dias recordei — embora superficialmente — os anos que antecederam o 25 de Abril de 1974, guiado por excertos do poema de Ary dos Santos “As Portas que Abril abriu”.Com este artigo termino essa viagem…

 

 

(…)

Os trabalhadores foram sempre as vítimas da ganância do grande capital e dos latifúndios. As perseguições policiais investiam sobre quem lutasse pelos seus direitos e pela dignidade de um País amordaçado.

 

 

Era uma vez um País

Onde o pão era contado

Onde quem tinha a raiz

Tinha o fruto arrecadado

Onde quem tinha o dinheiro

Tinha o operário algemado

Onde suava o ceifeiro

Que dormia com o gado

Onde tossia o mineiro

Em Aljustrel ajustado

Onde morria primeiro

Quem nascia desgraçado.

 

 

Durante 48 anos o Povo foi oprimido e explorado…

 

 

Era uma vez um País

De tal maneira explorado

Pelos consórcios fabris

Pelo mando acumulado

Pelas ideias nazis

Pelo dinheiro estragado

Pelo dobrar da cerviz

Pelo trabalho amarrado

Que até hoje já se diz

Que nos tempos do passado

Se chamava esse País

Portugal suicidado.

 

 

Durante 13 longos anos uma guerra colonial ceifou e estropiou milhares de jovens, a flor de uma geração.

 

 

Ora passou-se porém

Que dentro de um povo escravo

Alguém que lhe queria bem

Um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança

Feita de força e vontade
Era ainda uma criança

Mas já era a liberdade.

 

 

Faz agora 33 anos. Era a tarde de 23 de Abril de 1974... Álvaro Guerra, jornalista do Jornal República, recebeu em mão, num alfarrabista de Lisboa, uma folha de papel amarelo que mudou o rumo da história de Portugal.

 

 

Era já uma promessa

Era a força da razão

Do coração à cabeça

Da cabeça ao coração.

 

 

Nele estava escrita a senha que homens, já cansados de uma guerra sem sentido e duma nação sem esperança, esperavam ouvir nos quartéis para então saírem à rua, rumo à construção de um País Novo.

 

 

Quem o fez era soldado

Homem novo capitão

Mas também tinha a seu lado

Muitos homens na prisão.

 

 

João Paulo Diniz, produtor e locutor do programa “Alfabeta”, às 23,55 horas “enganou-se” nas horas – esse “engano” era parte integrante da primeira senha –“Faltam cinco minutos para as 23 horas”, seguindo-se a canção de Paulo de Carvalho “E Depois do Adeus”, vencedora do Festival da canção de 1974.

 

 

Dizia soldado amigo
Meu camarada e irmão

Este povo está contigo

Nascemos do mesmo chão

Trazemos a mesma chama

Temos a mesma ração

Dormimos na mesma cama

Comendo do mesmo pão.

Camarada e meu amigo

Soldadinho ou capitão

Este povo está contigo

A malta dá-te razão.

 

Foi a Rádio Renascença, no programa “Limite”, que às 00,20 H, lançou para o ar, de uma forma solene, a estrofe de “Grândola Vila Morena” seguida desta canção na voz de Zeca Afonso: “Grândola Vila Morena / Terra da fraternidade / O povo é quem mais ordena / Dentro de ti, ó cidade”. Estava dado o sinal que tudo estava a correr como previsto. A partir desta altura começou a nascer um novo País...

 

 

Foi então que Abril abriu

As portas da claridade

E a nossa gente invadiu

A sua própria cidade.

Disse a primeira palavra

Na madrugada serena

Um poeta que cantava

O povo é quem mais ordena.


 

José Gomes

22 Abril 07

 

 

 



 

18
Abr07

25 de Abril, sempre! - 2

zeca maneca


25 Abril

(33 anos depois...)

 


A elaboração deste vídeo é a homenagem que dedico não só a esta data histórica mas também a todos aqueles que, arriscando as suas vidas e as das suas famílias, contribuíram para o nascer de uma Nação onde houvesse Liberdade, Democracia, Igualdade, Trabalho, Educação, Saúde e Habitação…

 

 

Durante alguns dias vou recordar — embora que superficialmente — aqueles anos antes do 25 de Abril de 1974... e qual melhor guia poderia encontrar? O poeta Ary dos Santos:

 

Era uma vez um país

Onde entre o mar e a guerra

Vivia o mais infeliz

Dos povos à beira-terra.

(…)

 

Portugal viveu durante 48 anos debaixo de uma ditadura feroz imposta pelo regime que o governava com mão de ferro.

Os donos e os senhores deste País foram o grande capital e os grandes latifundiários, que oprimiram e exploraram o povo, na sua maioria inculto e a quem foi incutido sentimentos de subserviência, de medo e de fatalismo.

 

Onde entre vinhas sobredos
Vales socalcos searas
Serras atalhos veredas
Lezírias e praias claras
Um povo se debruçava
Como um vime de tristeza
Sobre um rio onde mirava
A sua própria pobreza.

(…)



(continua)


17
Abr07

25 de Abril, sempre! - 1

zeca maneca


 
25 de Abril, sempre!
 
 
(…)

De Hitler a Mussolini, as ditaduras da Alemanha (nazismo) e da Itália (fascismo), Salazar copiou ideias (corporativismo), formas de organização da vida política (Partido Único), métodos (repressão) e estilo (milícias, fardas, saudação de braço no ar, etc.), adaptando-as às condições políticas e sociais portuguesas.

A Ditadura extinguiu o ensino pré-primário instaurado pela República. O ensino obrigatório passou de 4 para 3 anos (só em 1964 viria a alargar este período). Salazar, por achar que havia muitos professores, fechou durante 6 anos as escolas de Magistério Primário. Os professores, sobretudo os do ensino primário, eram mal pagos. A Universidade era um privilégio para poucos. Muitos professores, dos vários graus, foram afastados do ensino por serem democratas.

O conteúdo do ensino, e sobretudo os livros escolares oficiais, eram profundamente antidemocráticos e obscurantistas.

(…)
 

(In “O 25 de Abril de 1974 – um estudo da Revolução dos Cravos”- Sónia Gomes)


Por estas razões (e parece-me que estamos a voltar de novo à mesma situação!...) é que os soldados, marinheiros e o povo vieram para a rua construir um Portugal mais justo, mais democrático e mais livre.


 
10
Abr07

Parabéns, Noites de Poesia em Vermoim!

zeca maneca


Parabéns, Noites de Poesia em Vermoim!

 

Um encontro com a poesia, numa noite de Primavera


 
 

 

Foi este o programa distribuído na sexta-feira, 9 de Abril de 1999. Com ele iniciamos a primeira Noite de Poesia em Vermoim.

 
 
 

Fez oito anos, no passado dia 9 de Abril de 2007, que as Noites de Poesia de Vermoim deram os seus primeiros passos.

 

Nesse dia, uma sexta-feira do mês de Abril de 1999, pelas 21,30 horas, na Residência Paroquial de Vermoim, perante uma assistência de 77 pessoas e depois das palavras de apresentação do Sr. Padre Zé, Pároco de Vermoim, do Sr. António Augusto, pela Junta de Freguesia de Vermoim e da Sr.ª D. Maria Mamede, pelo Movimentum – Arte e Cultura, 13 poetas disseram poemas sobre a “Primavera” (foi este o Tema da 1ª Noite de Poesia de Vermoim) e, mais tarde, no tema livre, voltaram a declamar.

 

Infelizmente, desta primeira sessão, apenas recebemos os poemas de Adérito Morais “Natal”, “O Palhaço” e “Fraternidade” e da jovem Silvina Monteiro “Ser Adolescente”.

 

Por ordem de entrada intervieram os poetas Silvina Monteiro, Maria Jerónima, José Gomes, Manuel Gregório, Conceição Baptista, Maria Mamede, Maria Sofia Pinto, Maria da Luz Mouta, Sílvia Gomes, Susana Afonso, Maria de Fátima Leitão, Adérito Morais e Arnaldo Silva.

 

Foi neste primeiro dia que a Ivone Delgado e o Bruno Pedro nos maravilharam com as suas vozes e as suas interpretações de músicas dos Madredeus e Zeca Afonso, entre outros.

 

Nesta mesma sessão Susana Afonso (em flauta), Pedro Gomes (clarinete), Leandro Soares, Luís Costa e Luís Pato interpretaram trechos de música clássica.

 

Durante estes oito anos as Noites de Poesia de Vermoim foram ganhando o seu lugar de direito, em prol da cultura em Vermoim, movimentando centenas de pessoas nas suas mais variadas actividades, nomeadamente nas Noites de Poesia no Salão Nobre da Junta de Freguesia, na Residência Paroquial ou na Ex-Pamaial, dando voz aos poetas de Vermoim (e de outros pontos do país) que foram aparecendo, aos jovens cantores e músicos, nomeadamente o Rerum Novarum, Orfeão Harmonia, Sol na Eira, Grupo de Janeiras de Vermoim, Musiquatro - Quarteto de Clarinetes, José Silva, Trio/Quarteto da Filarmonia de Vermoim, entre tantos outros, e às vozes encantadoras da Ivone e do Bruno que nos acompanham desde essa altura.

 

Durante estes oito anos salientamos, entre outros, o tema dedicado aos nossos poetas consagrados e que foi prontamente aceite. A acção pedagógica que se desenvolveu no trabalho de pesquisa efectuado pelos poetas (e por nós próprios!) foi gratificante, pois contribuiu para um melhor conhecimento dos grandes vultos da nossa literatura.

 

O espírito de tertúlia, prontamente estabelecido, a amizade que nos irmanou, os poemas que foram dedicados aos poetas temáticos, a declamação de poemas, a presença nas nossas sessões de jovens e menos jovens, o encanto da música e das vozes que a interpretaram, enriqueceram as Noites da Freguesia de Vermoim e as pessoas que a elas assistiram.

 

Trazer para a luz do dia a obra e factos curiosos da vida e da personalidade de poetas como Florbela Espanca, Pedro Homem de Mello, Augusto Gil, António Nobre, António Gedeão, Sophia de Mello Breyner, Mário Sá Carneiro, entre tantos outros, veio enriquecer e interessar cada vez mais o público que aparece mensalmente nas nossas Noites de Poesia de Vermoim.

 

Só por isto valeu a pena coordenarmos estas Noites!

 

Esperamos continuar a desempenhar o nosso trabalho enquanto Vermoim apostar nestas manifestações culturais, os poetas e o público em geral aparecerem nos primeiros sábados de cada mês, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim.

 

Parabéns às Noites de Poesia em Vermoim pela passagem do seu 8º aniversário.

 
Um abraço a todos vós.
 
José Gomes


Nada melhor para rematar este aniversário é ouvir um poema da Maria Mamede, tnterpretado pelas vozes da Ivone e do Bruno. A composição musical deste poema é da autoria da  Ivone Delgado/Bruno Pedro e está incluída no CD promocional "Sons do Vento"


08
Abr07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem de ontem.

zeca maneca

(Reportagem da Noite de 7 de Abril de 2007)



Mais uma Noite de Poesia em Vermoim, desta vez em sábado de Páscoa. Talvez pela época foi das Noites com menos assistentes e menos intervenientes. Penso que as cerimónias pascais mesmo na Igreja ao lado arrastaram dezenas de fiéis e, talvez, no meio deles, alguns que habitualmente frequentam as nossas Noites de Poesia.


Mesmo assim, pouco mais de 30 amantes da poesia, entre poetas e assistentes, deram a moldura humana possível ao amplo salão nobre da Junta de Freguesia de Vermoim.


A Noite de Poesia foi aberta por mim, desejando a todos os presentes, em nosso nome e da Junta, uma Páscoa Feliz. Dar o recado especial do Sr. Mário Jorge, nosso habitual companheiro da mesa, que por motivos pessoais não pode estar presente, delegando a sua presença e, logicamente do Executivo da Junta, no Sr. António Maia.


Lembrei o aniversário das Noites de Poesia em Vermoim que, em parceria com a Junta, Paróquia e Movimentum, decorrem nesta Freguesia de Vermoim há 8 anos. Para os interessados lembro que no dia 11 de Abril, quarta-feira, publicarei um post especial sobre este assunto.


Não temos fotografias nem vídeos desta sessão pois a Milú, com grande pena minha, não me pode acompanhar nesta noite. E que raiva!!! Os “Sons do vento”, desta vez, esmeraram-se… os aplausos foram bem merecidos!!!

No tema “Não chores por mim, não chores” intervieram Maria Mamede, Maria José Rocha, Armindo Cardoso, Teresa Gonçalves, Isabel Cruz (Poesia na Net), José Gomes, Maria de Lourdes Costa, João Diogo (Poesia na Net), Avelino Fernando, Leandro Santos, Ferreira da Costa, Ercília Freitas, Cesário Costa, e Albino Santos.


No tema “Livre” colaboraram todos os poetas presentes.


Os “Sons do Vento” interpretaram (ai que raiva não ter a máquina fotográfica à mão!!!) “A Praia do Mar” e “A Andorinha da Primavera” dos Madredeus, “Canto Moço” de Zeca Afonso (pois é!!! Quando não temos a nossa fotógrafa de serviço, a Ivone e o Bruno esmeram-se!!!), “Serenata” e “Gosto”, poemas de Maria Mamede musicados pelos “Sons do Vento”.

Porque Abril é o mês dos sonhos e há 33 anos aconteceu o 25 de Abril, o sonho da minha geração que sempre acreditou num Futuro diferente para Portugal e porque ABRIL é FUTURO, interpretei até que a voz me doesse o soneto “FUTURO” de Ary dos Santos.


A próxima Noite de Poesia em Vermoim é no dia 5 de Maio de 2007, no mesmo local e à mesma hora, com o tema “Tenho Laços, tenho Fitas”.

Até quarta-feira, neste blogue.
 

José Gomes


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Ferreira da Costa, um senhor a dizer Poesia sua ou de poetas consagrados, primou-nos com este poema feito em cima dos joelhos… nós gostámos! Apreciem-no…

 


Não chores por mim não chores

 
És nuvem descarregada
Choras por tudo e por nada
Até mesmo quando cantas;
Por que andas sempre a chorar
Queres tuas mágoas lavar?...
Com o teu chorar me encantas.
Chorar assim é castiço
Ninguém tem nada com isso
Mas fico às vezes confuso;
Choras se nada te digo
Choras se falo contigo
O teu chorar é um abuso…
Às vezes tenho receio
Pois que no teu olhar leio
Em teu choro uma razão;
Não chores por mim não chores
Não tenho sorte aos amores
Já não tenho coração.
Mas que linda rapariga
Simples como uma cantiga
Mais bela que a madrugada;
Não chores por mim não chores
Meu amor não implores
Que eu já sou carta queimada.
O fulgor que há no teu peito
Encontra amor a seu jeito
Falo-te sério, não cores;
Vives num mar de ilusões
No meio de corações
Que diabo de emoções
Não chores por mim não chores.
 
Ferreira da Costa
7 Abril 07
 
 ------------------------

Porque acredito que o 25 de Abril é uma força positiva que aposta no FUTURO, há-de haver um dia em que VENCEREMOS!...

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02
Abr07

Noites de Poesia em Vermoim - 7 de Abril 07

zeca maneca
25_abril

CONVITE:




NOITES DE POESIA EM VERMOIM


 

Sábado     7 Abril 2007

21,30 horas


Não Chores por mim, não chores

Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim

Lugar da Igreja - 4470-303 Maia



 

Não chores por mim, não chores…

 

Quando eu partir um dia, não chores por mim...

 

Acredita, é a mais elementar regra da Vida e cada um de nós tem que a cumprir no tempo que nos destinaram!

 

Quando eu partir um dia… lembra-te, apenas, daqueles momentos bons que passámos juntos, das estrelas que à noite íamos contar nos céus cravejados de brilhantes, da sensação que sentíamos quando os nossos olhares se cruzavam, do voo elegante das gaivotas de que tanto gostávamos, do marulhar das ondas do mar e dos novelos de espuma lançados ao vento, das nossas mãos unidas e das nossas cabeças encostadas, vendo o pôr-do-sol a desaparecer em milhões de tonalidades quentes, do calor dos nossos beijos e do carinho dos nossos corpos a amarem-se…

 

Não chores por mim… o mundo não pode parar!

 

Deixa-me seguir o meu caminho amparado pelo teu sorriso, embalado pela tua força, sabendo que continuarás linda como sempre foste. Não quero lágrimas e muito menos luto! Não quero tristeza no teu olhar, apenas um brilho de esperança no caminho que estou a seguir.

 

Quando um dia partir, não chores por mim, não chores!

 

Recorda-me com um carinho especial… e se um dia sentires saudades minhas sabes que me vais encontrar bem perto de ti, talvez no meio de uma nuvem! Verás que o sol sorrirá e te dará mais força e recordarás como nos conhecemos, como fomos felizes juntos, como partilhámos as alegrias e as tristezas… apenas te peço que faças um leve aceno com a mão e me atires um sorriso!...

 

Quando eu partir um dia… não chores por mim, não chores!

 

José Gomes

26 Março de 2007

 

 


 

Temas para esta Noite:

      • Não chores por mim, não chores
      • Livre

Colaboração Musical:

 

        “Sons do Vento” – Ivone Delgado

        Bruno Pedro

 

 
Apresentação e coordenação:            Movimentum - Arte e Cultura


“Noites de Poesia em Vermoim” é um espaço cultural dinamizado por Movimentum - Arte e Cultura no primeiro sábado de cada mês, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), pelas 21h30m.

A primeira parte da sessão é dedicada a um tema previamente escolhido. Na segunda parte o tema é livre. As sessões são intercaladas com música e canções interpretadas por cantores e músicos nossos convidados.

 

 


 

NÃO CHORES POR MIM, NÃO CHORES!

 

 

Não chores por mim meu bem

Que te não vale de nada

Porquê dizeres que me amas

Se é mentira deslavada?!

 

E mentes tão facilmente

Que quem ouvir, acredita

Mas eu sei bem o que sentes

Minha carinha bonita...

 

Não vale a pena fingir

Vá lá, a vida é tão pouca

Eu sei que estás a mentir

C'os dentes que tens na boca!...

 

 

Maria Mamede

 

 

 
 
Colaboração:

Junta de Freguesia de Vermoim

Paróquia de Vermoim

 



Este é o conteúdo do programa a ser distribuído na Noite de Poesia em Vermoim, no próximo sábado, dia 7 de Abril.


Contámos com a vossa presença e a vossa ajuda em divulgar esta iniciativa cultural.


Avisámos os poetas que normalmente colaboram connosco na "Poesia na Net" que esperámos os vossos trabalhos até ao próximo dia 6, sexta-feira.



Até sábado....


José Gomes

01
Abr07

"DezSete" - Lançamento na Junta S. M. Infesta

zeca maneca




Foi assim que começou a sessão de lançamento da Antologia DezSete no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede Infesta, uma aposta da Junta e um desafio da Edium Editores a publicá-la.


Um salão cheio de amigos, conhecidos e amantes da poesia aplaudiu os poetas que ajudaram a construir a "Antologia DezSete": António Durval, Conceição Paulino, Daniel Gaspar, Maria José Rocha, Maria Mamede, Teresa Gonçalves e Vítor Carvalhais.





O Presidente da Junta da Freguesia de S. Mamede Infesta (foto acima),  Sr. António Mendes, abriu a sessão, salientando o orgulho que sentiu com estes poetas que "(...) estão intimamente associados a uma casa mamedense que há dezena de anos fomenta e divulga a poesia. Todos eles têm o mesmo cordão umbilical às Noites de Poesia do Flor de Infesta que reconheço como um forte contributo para que esta cidade seja culturalmente mais rica. (...).





Seguiu-se no uso da palavra o Sr. Jorge Castelo Branco, pela Edium Editores, que elogiou os poetas que contribuíram para que esta Antologia viesse a dignificar o concelho de Matosinhos e, em particular, a cidade de S. Mamede Infesta.





Foi, então, que os poetas se apresentaram e disseram, cada um deles, dois poemas. Na foto acima António Durval faz a sua apresentação, enquanto a filha de Daniel Gaspar o escuta com atenção.





Amílcar Mendes, declamador e homem de teatro, disse alguns poemas de António Durval e Daniel Gaspar.
Carlos Andrade, músico e cantor que muito apreciamos, encantou-nos com algumas interpretações de poemas por si musicados, dos poetas Maria Mamede, Teresa Gonçalves, António Durval, entre outros.





Conceição Paulino (foto acima) deliciou-nos com a interpretação de poemas seus.




A filha de Daniel Gaspar (foto acima) traçou-nos, comovida, o perfil do pai.




Maria José Rocha (foto acima), a benjamim deste grupo de poetas, leu-nos dois poemas seus incluídos na Antologia.




Maria Mamede (foto acima), uma senhora já subejamente conhecida no mundo da poesia, interpretou-nos como ela sabe, dois belos poemas da sua autoria... a Maria José, como todo o público presente, ouviu-a com agrado e delícia.




Teresa Gonçalves (foto acima), outra senhora do mundo da poesia, declamou-nos com vigor dois poemas da sua autoria.




Vítor Carvalhais (foto acima) terminou esta sessão de apresentação da Antologia DezSete, com dois poemas seus, dando-lhes mais vida com a sua forma peculiar de ler poesia.


E assim se passou uma noite dedicada à Arte, à Poesia e, sobretudo ao encontro de poetas, amigos e amantes da poesia.


José Gomes






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