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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

Movimentum - Arte e Cultura

21
Mai07

Auschwitz

zeca maneca


Auschwitz - a porta de entrada

 
 

Auschwitz – Este campo foi criado em 20 de Janeiro de 1940, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Cracóvia (Polónia). Concebido inicialmente como prisão política, o campo foi ampliado em 1941, com pavilhões equipados com câmaras de gás e crematórios.

 

 

Auschwitz II (Birkenau)

Campo de concentração de Auschwitz-Birkenau em 2001


O objectivo principal deste campo era de extermínio de prisioneiros. Para cumprir com este objectivo, equipou-se este campo com quatro crematórios com câmara de gás Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na primavera de 1942.

 



Selecção dos prisioneiros em Auschwitz com a entrada visível ao fundo


A maioria dos prisioneiros chegava ao campo de comboio, depois de uma longa e terrível viagem em vagões de carga, viagem essa que durava vários dias. A partir de 1944 a linha de comboio passou a chegar directamente ao campo.

Algumas vezes, ao chegar o comboio, os prisioneiros eram levados directamente para as câmaras de gás. Noutras ocasiões, os nazis seleccionavam alguns para ser enviados para campos de trabalho ou para servirem de cobaias em várias experiências. Geralmente as crianças, os velhos e os doentes eram enviados directamente para as câmaras de gás.

Aqueles que eram seleccionados para serem exterminados eram enviados a um dos grandes complexos de câmaras de gás/crematório nos extremos do campo. Dois dos crematórios (Krema II e Krema III) tinham instalações subterrâneas, uma sala para despir e uma câmara de gás com capacidade para milhares de pessoas.

Para evitar o pânico, informavam-se as vítimas que iriam tomar banho de chuveiro e um tratamento desinfectante. A câmara de gás inclusive tinha tubos para duches, embora nunca fossem ligados à água. Ordenavam às vítimas que se despissem e deixassem seus pertences no vestiário, onde as poderiam recuperar no final do tratamento.

Uma vez selada a entrada, descarregavam, pelas aberturas no tecto, o gás Zyklon–B (altamente tóxico e que era usado para combater os ratos e desinfectar navios. Em contacto com o ar desenvolvia gases que matam em questão de minutos). As câmaras de gás dos crematórios IV e V tinham instalações na superfície e o Zyklon-B era introduzido pelas janelas especiais nas paredes. Depois de mortos, os corpos eram levados para uma sala de fornos anexa e lá eram queimados.

 

Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas, pelo menos, um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, foram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se, assim, sinónimo de genocídio contra os judeus, ciganos e outros povos que foram perseguidos pelos nazis. São símbolos do Holocausto que foi perpetrado, a partir de 1940, pelo governo alemão comandado por Adolfo Hitler.


Para que a História nunca mais se esqueça desta barbárie.

 
José Gomes
15
Mai07

Dançando com... as luzes!

zeca maneca


"Dançando com... as luzes!" foi uma pequena animação de fotografias, sem qualquer cuidado especial, mas tentando dar uma sequência aos movimentos...


Passei, através de jogos de luzes, pelas iluminações de Natal e terminei nas de S. João, nesta cidade do Porto.


A música (Perfídia) e o ritmo dos Shadows fizeram o resto...


Para ouvir com o som alto...


Uma boa semana.


José Gomes

 
11
Mai07

Maio de 1968

zeca maneca

Sarkozy (que venceu as últimas eleições francesas com 53 por cento dos votos) fez no último comício uma alusão ao Maio de 68, culpando-o de todos os males que tem sofrido a França.

Para recordar esse movimento que atravessou fronteiras e abalou o mundo na segunda metade do século passado e antes que Sarkozy apague a memória colectiva de um movimento que fez tremer uma nação, deixo-vos com este trabalho que tentará retratar aquela época.

Como documento histórico fica a canção «Nous sommes les nouveaux partisans», que se tornou uma espécie de hino do Maio de 68, cantado por Dominique Legrange.



 

1968 - As barricadas de Maio


Em 1965
, na periferia da capital francesa, foi criada a Universidade de Nanterre para acolher os estudantes que, por muitas razões, não podiam entrar nas Escolas Superiores tradicionais (Sorbone, Escola Normal, Escola Politécnica, etc.).

Em 23 de Março de 1968, descontentes com a disciplina rígida, os currículos escolares e a estrutura académica conservadora, os estudantes de Paris organizaram protestos e boicotaram as aulas. A polícia, usando cassetetes e gás lacrimogéneo, atacou os estudantes que ocupavam a Sorbonne e realizou prisões em massa.

Em 3 de Maio de 1968 a universidade de Sorbone foi ocupada pelos seus alunos como resposta ao fecho da universidade de Nanterre pelas autoridades, no dia anterior. Teve início uma onda de ocupações das universidades por toda a França. A polícia atacou brutalmente os estudantes. Estes desceram às ruas denunciando não só a brutalidade e a repressão policial, mas também a guerra do Vietname e as políticas imperialistas do governo francês e americano Este movimento estudantil espalhou-se às outras Faculdades originando greves e ocupações destas. A CRS, a polícia do presidente De Gaulle, usou de grande violência para restabelecer a ordem. O protesto estudantil contra o autoritarismo e o anacronismo das Academias rapidamente se transformou, com a adesão dos operários, numa contestação política ao regime gaulista. Foram ocupadas universidades, fábricas e outros sectores produtivos. Estudantes e trabalhadores aderiram a manifestações e estiveram unidos nas greves entretanto desencadeadas ou nas barricadas com que enfrentaram as chamadas forças da ordem.





Em 6 de Maio ocorreu um confronto entre 13 mil jovens e a polícia. Os polícias lançaram bombas de gás lacrimogéneo e os jovens responderam à pedrada.

Em 10 de Maio os estudantes ergueram barricadas nas ruas centrais de Paris que davam acesso ao Quartier Latin, centro universitário da cidade. A maior batalha entre a polícia e os manifestantes deu-se nesta área e ficou a ser conhecida pela “Noite das barricadas”.

Em 13 de Maio deu-se a primeira manifestação conjunta de estudantes e trabalhadores. Mais de um milhão de trabalhadores e estudantes aderiram a uma greve geral e marcharam pelas ruas de Paris em protesto contra as acções policiais dos dias anteriores.



Em 17 de Maio, mais 200 000 trabalhadores entraram em greve. Nos dias que se seguiram, o número de trabalhadores que aderiram à primeira greve geral na história da França foi aumentando. 11 milhões de trabalhadores se envolveram numa greve que durou mais de 2 semanas.

Em 24 de Maio, o presidente De Gaulle anunciou que o governo levaria a cabo as reformas educacionais pedidas pelos estudantes e garantiu um aumento salarial significativo para os trabalhadores grevistas. Enquanto isso, em Grenelle, delegados governamentais negociavam com os sindicatos uma série de melhorias sociais para pôr fim à greve geral dos trabalhadores e assim poder dividi-los e afastá-los dos estudantes.

Em 29 de Maio, o general De Gaulle viajou até às bases francesas na Alemanha para obter apoio do general Massu para uma intervenção militar em Paris. A situação foi controlada nos finais de Maio, com uma violenta repressão de que resultou mais de milhão e meio de feridos.

Em 30 de Maio, uma manifestação de cerca de 1 milhão de conservadores, a chamada “maioria silenciosa”, marchou em Paris contra a greve geral e as reivindicações dos estudantes. De Gaulle propôs uma solução eleitoral (eleições parlamentares) e graças a ela obteve uma significativa vitória nas eleições de 27 de Junho. Os gaullistas acabaram por aumentar a sua maioria, controlando 358 das 487 cadeiras.

A partir de então o movimento estudantil enfraqueceu. Mas o governo de De Gaulle, abalado por este movimento, acabou por cair. Em 27 de Abril de 1969 o general De Gaulle renunciou à presidência da Republica, depois de tê-la ocupado durante dez anos.

 

Conclusão:

Os acontecimentos de Paris fizeram parte de um movimento maior de contestação que ocorreu em vários países do Ocidente, como Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Suíça, Dinamarca, Espanha, Reino Unido, Polónia, México, Argentina e Chile. Estudantes, Intelectuais e trabalhadores protestaram contra a situação do pós-guerra, as guerras e as ocupações imperialistas.

Governos fascistas foram derrubados em Portugal e em Espanha, juntamente com a ditadura militar na Grécia. Em Inglaterra, uma greve de mineiros derrubou o Governo de Edward Heath. Nos Estados Unidos, o presidente Nixon foi obrigado a renunciar. Nos Estados Unidos cresceu um grande movimento de oposição à guerra no Vietname, encabeçada pelos movimentos Hippie.

 

 

José Gomes

11 de Maio 07

06
Mai07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem...

zeca maneca

(Reportagem da Noite de 5 de Maio de 2007)



Se na Noite de Poesia do mês anterior a afluência de público foi baixa, ontem o Salão da Junta de Freguesia de Vermoim rebentou pelas costuras! Pela primeira vez, em oito anos de vida das NP em Vermoim, tivemos que ir buscar cadeiras ao vizinho (aos vários sectores do edifício da Junta) e mesmo assim houve quem assistisse à Noite encostado às paredes do salão nobre. Foi uma Noite que ficou para a história destes eventos.

No tema “Tenho laços, tenho fitas” intervieram Avelino Fernando, Leandro Santos, Manuela Carneiro, Teresa Gonçalves, Maria Mamede, Isabel Cruz (Poesia na Net), Albino Santos, Ercília Freitas, José Silva, João Diogo (Poesia na Net), Fátima Fernandes, Manuela Miguens (pela voz de Maria Mamede) e. Armindo Cardoso.


No tema “Livre” colaboraram todos os poetas presentes e que se inscreveram previamente.

Nesta Noite tivemos a colaboração dos “Alunos da Escola Musical da Filarmonia de Vermoim” composta pelos jovens Sara Duarte (6 anos), Ana Catarina (7 anos), Bárbara Diogo (8 anos), Gonçalo Pinto (8 anos), João Pedro (8 anos), Cláudia Ferreira (9 anos), Bruna Costa (10 anos), Pedro Barbosa (13 anos) e Jorge Duarte (14 anos) que interpretaram “Danças Russas" (Quebra Nozes de Tchaikovsky, “Pompa e Circunstância”, “ Radetzky March” de Strauss, “Máquina de Escrever” e “Música com o corpo”, sob a direcção do professor Pedro Gomes. Nesta primeira apresentação pública da Escola os "miúdos" foram fortemente aplaudidos pelo público.


A habitual colaboração do "Trio da Filarmonia de Vermoim” (que, por acaso, até são um quarteto!!!...) interpretaram em tuba, clarinete, saxofone e clarinete a “Marcha Turca” de Mozart e o tema da “Pantera Cor de Rosa”. Parabéns Bárbara, Cláudia, Pedro e Vítor pelo vosso trabalho.

Tivemos, ainda, a colaboração especial do grupo de poesia da “Universidade Sénior Contemporânea”. Manuela Vasconcelos, Tito Rodrigues e Fátima Araújo declamaram poemas de Eugénio Andrade, Laura M. Queirós, Manuela Vasconcelos e outros poetas. Terminaram com um caracterização da canção de Sérgio Godinho “Coro das Velhas”.

Vários poetas lembraram o Dia da Mãe, declamando poemas às Mães.

Voltaremos a Vermoim no dia 2 de Junho, à mesma hora, e o tema desta noite será “Vamos lançar mil balões

Cá vos esperamos…

Não deixem de ver os nossos “meninos” a interpretarem “Música com o corpo”...




a Teresa Gonçalves a declamar o poema “Mãe




e o trio de poesia da Universidade Sénior Contemporânea (Manuela, Tito e Fátima) a interpretarem o “Coro das Velhas”, de Sérgio Godinho.





José Gomes

01
Mai07

Noites de Poesia em Vermoim - o programa...

zeca maneca

 
Sábado     5 Maio 2007
 às 21,30 horas






 Tenho laços, tenho fitas


Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim

Lugar da Igreja - 4470-303 Maia




O Laço de Fita
 
Não sabes, criança? ´stou louco de amores...
Prendi meus afectos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
 
(…)
Pois bem!... Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
 
Castro Alves

-----------------------
 

Castro Alves nasceu em 14 de Março de 1847, na vila de Curralinho, no Brasil.

Começou a estudar Direito em 64 na cidade do Recife acabando por concluir o curso, em S. Paulo, em 68. Foi considerado mau estudante mas muito bom poeta.

Em 62 escreveu o poema "A Destruição de Jerusalém", em 63 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela actriz Eugénia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros.

"A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeição, para chorar a humanidade — a poesia."

A partir de 1864 apaixonou-se pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa e a campanha contra a escravidão. Começou a escrever sobre os sofrimentos dos negros escravos (O Navio Negreiro), o martírio de todo um continente (Vozes d'África).

Em S. Paulo, nos fins de 68, feriu-se num pé com um tiro acidental por ocasião de uma caçada, do que resultou longa enfermidade, em que teve o poeta que se submeter a várias intervenções cirúrgicas e finalmente à amputação do pé.

A sua saúde foi-se degradando, conduzindo-o a uma tuberculose pulmonar que o viria a vitimar em 1981.

 
José Gomes
22 Abril 2007





 Temas:
Tenho laços, tenho fitas
Livre
 
Colaboração Musical:

- “Trio da Filarmonia de Vermoim”
(Bárbara Gaspar, Cláudia Ferreira, Pedro Gomes e Vítor Soares)

 
 
Colaboração Especial:

 Participação poética da

Universidade Sénior dos Capuchinhos
 
 
 
Apresentação e coordenação:
 

 

 

“Noites de Poesia em Vermoim” é um espaço cultural dinamizado por Movimentum - Arte e Cultura no primeiro sábado de cada mês, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), pelas 21h30m.

A primeira parte da sessão é dedicada a um tema previamente escolhido. Na segunda parte o tema é livre. As sessões são intercaladas com música e canções interpretadas por cantores e músicos nossos convidados.



 
     TENHO LAÇOS, TENHO FITAS
 
Tenho laços, tenho fitas
Num amor intemporal
Tenho laços de desditas
Fitas de bem e de mal...
 
E tenho presas no peito
Do coração à razão
Fitas de sonho desfeito
Em nós de desilusão...
 
Por isso, não quero mais
Possuir laços ou fitas
No tempo desta vivência;
 
Quero amores ao meu iguais!
Para as dores e as desditas
Já não tenho paciência!...
 
 
Maria Mamede
25/04/07
  
 

Colaboração:
    Junta de Freguesia de Vermoim
Paróquia de Vermoim




É este o programa a ser distribuído na próxima Noite de Poesia em Vermoim.

Contamos com a vossa presença e com os vossos trabalhos.

E, claro, com a vossa colaboração na divulgação deste evento...





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