NOITES DE POESIA EM VERMOIM
Sábado, 6 de Outubro 2007
21,30 horas
Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim
Lugar da Igreja
4470-303 Maia
Tema: Já se malhou a colheita
Acompanhamento musical:
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Sábado, 6 de Outubro 2007
21,30 horas
Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim
Lugar da Igreja
4470-303 Maia
Tema: Já se malhou a colheita
Acompanhamento musical:
Homenagem ao Povo do Chile
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança.
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no povo jamais vencido.
- o povo nunca se rende
mesmo quando morre unido.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Alguns traziam no rosto
um rictus de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
uma vida à beira-mágoa.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro.
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As portas do Salão Nobre da Freguesia de Vermoim abriram-se nesta noite cálida de Verão para receber os poetas e os amigos da Poesia. Os sorrisos sucederam-se aos abraços e contaram-se algumas “aventuras” das férias, antes de se dar início à Sessão.
Uma Noite de Poesia em que o tema “Estação das marés-vivas” conseguiu induzir uma brisa refrescante e romântica aos poetas que intervieram.
JG abriu a Sessão cumprimentando os presentes neste regresso de férias e justificou a ausência dos “Sons do Vento” que foram substituídos por José Silva, que nos encantou com interpretações de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso.
Maria Mamede iniciou a “Noites de Poesia em Vermoim” com a leitura do texto poético de Paulo Sérgio. Seguiram-se poemas lidos pelos poetas Armindo Cardoso, Adérito Morais, Maria Mamede, Avelino Fernando, Fernanda Garcias, João Diogo (Poesia na Net – lido por José Gomes), Jaime Gonçalves, Ferreira da Costa, José Gomes e Teresa Gonçalves.
Desta primeira parte escolhi o poema de Avelino Fernando:
Estação das marés-vivas
José Silva substituiu “Sons do Vento” que, por motivos imprevistos não puderam estar presentes. Adriano Correia de Oliveira e Zeca Afonso foram recordados pela voz deste amigo. Começou por cantar Adriano, chamando a atenção para o 25 º aniversário da sua morte que terá lugar no próximo dia 16 de Outubro.
tem os caminhos fechados (bis)
ESTA VIDA É UM CORRIDINHO
Corre, corre, corridinho.
Corre, a vida sem parar.
Corridinho, corridinho,
Lá vai ele a aboar.
Corridinho, corridinho,
Lá vai ele a aboar.
Corridinho, corridinho,
Lá vai ele a aboar.
Corridinho, corridinho,
Lá vai ele a aboar.
Fernando Santos, Almeida Amaral, João Villaret, Frederico Valério
O tema proposto para a próxima Noites de Poesia em Vermoim (dia 6 de Outubro, pelas 21,30 horas) é “Já se malhou a colheita”.