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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

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Movimentum - Arte e Cultura

23
Jul07

Sonho de uma Noite de Verão - Shakespeare

zeca maneca

Pé no Charco – Teatro Oficina de Vermoim


Pé no Charco – Teatro Oficina de Vermoim” apresentou no dia 20 de Julho, em Vermoim, uma adaptação da peça de Shakespeare “Sonho de uma noite de Verão”. Uma comédia bem adaptada e com uma boa interpretação dos actores deste teatro-oficina.

 

Esta obra de Shakespeare foi imaginada e escrita em pleno Renascimento e soube associar a natural influência clássica à frescura e ao encanto de uma poética profana. Nesta peça encontramos fantasmagorias, bosques imaginários povoados por fadas e duendes, a docilidade da noite, os jogos e a plenitude do amor. “Sonho de uma Noite de Verão” fala de sonhos, dá novas formas à realidade, estimulou a exaltação de sentimentos, inspirando pintores, músicos e poetas que criaram obras que desafiaram o Tempo.

 

Este tema foi “trabalhado” pela actriz Daniela Pego que soube “criar” em palco a atmosfera burlesca e cheia de boa disposição imaginada por Shakespeare. Saliento as canções escolhidas que deu à peça uma forma ritmada e que fez esquecer “pontos mortos”, a interpretação dos actores que desempenharam o papel dos “elfos/fadas” e os “mestres” que prepararam a peça de teatro para o duque de Atenas, sem esquecer o guarda-roupa simples mas que deu vida às personagens criadas.

 

Parabéns à Daniela pelo seu trabalho como encenadora (e actiz) e ao elenco da peça pela vida que deram aos seus personagens. A figura burlesca do Lifagado (Paulo Soares) “saltou” do palco e mexeu com os espectadores, arrancando gargalhadas só pela mímica, os esgares e as suas figuras corporais.

 

Parabéns pela peça.

Voltem depressa, que quero filmar!

 

José Gomes

 

 




12
Jul07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem de 7 de Julho 07

zeca maneca


 

(Reportagem da Noite de 7 de Julho de 2007)



Bendito

 

O Sol liquefaz-se, é rio;

A sua luz, água ao vento;

Sobre o mar turvo, cinzento,

Tem qualquer coisa de frio.

 

Chamam-lhe Deus os pagãos.

Depois, o Sol, quando passa

Solta os cabelos, com graça,

Deixa-nos oiro nas mãos…

 

Pedro Homem de Mello

 

(Poema declamado nesta Sessão).

 

 

Foi uma Noite de Poesia diferente e, embora menos concorrida que habitualmente, os poetas e espectadores presentes deram aquele ritmo e calor humano a que estamos habituados.

 

Tanta concha, tanta areia” foi o tema tratado pelos poetas Jaime Gonçalves, Fernanda Garcias, Armindo Cardoso, Avelino Fernando, João Diogo (Poesia na Net – pela voz de José Gomes), Lourdes Costa, José Gomes e Albino Santos. José Gomes disse, ainda, poemas de Paulo Sérgio, Maria Mamede e Teresa Gonçalves que foram enviados para esta sessão.


 Actuação da Escola de Dança da Filarmonia de Vermoim/Junta Freguesia



Na impossibilidade de actuação do “Quarteto da Filarmonia de Vermoim” a Junta de Freguesia de Vermoim deu-nos a conhecer um dos seus maiores “trunfos”: a Escola de Dança da Filarmonia de Vermoim/Junta de Freguesia. Constituída por 5 simpáticas raparigas, conduzidas pela professora Sofia, que nos deliciaram com uma bela performance com muito ritmo… valeu a pena! Esperamos por mais, depois de férias!!!

 

No tema “Livre” colaboraram os poetas Jaime Gonçalves, Fernanda Garcias, Armindo Cardoso, Avelino Fernando, Ercília Freitas, José Gomes e Albino Santos.

 

Lourdes e Cesário Costa cantaram-nos “Desfolhada” numa versão que o Cesário adaptou quando esteve a cumprir o serviço militar há 30 e tal anos atrás…

 

Albino Santos declamou este soneto seu dedicado a esta Terra tão maltratada:

 


Colectiva Insanidade

 

Tanto mal fizemos a esta humanidade

que quando a contemplo bem suspeito

que tomados por colectiva insanidade

se ache bem o mal que se tem feito

 

O que era belo já não tem beleza,

Tudo apodrece sem amadurecer

E ferida de morte a própria Natureza

Se vai definhando até desaparecer…

 

Em tal sorte se tornou este tormento,

Que não me envergonhando de ser gente

De viver neste mundo me envergonho.

 

E se o mundo continua desatento,

Vejo eu, cada vez mais claramente

Que reparar o mundo, só em sonho!...

 

Albino Santos

 

(Poema declamado pelo próprio).

 

 

Se tudo correr bem Voltaremos a Vermoim no dia 1 de Setembro, às 21,30 horas e o tema que propomos é “Estação das marés vivas”.

 

Cá vos esperamos em Setembro! Boas Férias.

 


José Gomes



02
Jul07

NOITES DE POESIA EM VERMOIM... 7 Julho 07

zeca maneca



No próximo Sábado
7 de Julho de 2007

pelas 21h30m


 

Tema:

Tanta concha, tanta Areia

¤

Apareçam no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim
(
Lugar da Igreja, 4470-303 Maia)

Até sábado!

 

Página 161:

Pegar no livro mais próximo (Não precisa de ser o que andam a ler)
Abri-lo na página 161
Procurar a 5ª frase completa
Colocar a frase no vosso blogue ou como comentário no meu
Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
Passar o desafio a cinco pessoas

Livro:
“Uma verdade inconveniente” - de Al Gore

Frase:
“A nossa capacidade de análise leva-nos, por vezes, a uma ilusão arrogante de que somos tão especiais e únicos que a Natureza não se encontra em ligação connosco ”



26
Jun07

Estranhos no Paraiso

zeca maneca

(...) Os tambores de guerra soam cada vez mais alto! Enquanto se tenta a todo o custo evitar uma guerra, os exércitos espalham-se estrategicamente, apertam o cerco, provocam pretextos, deslocam materiais de destruição... dolentemente, indiferente ao que se passa, grandes torres vão chupando das entranhas da terra um líquido viscoso, negro... os repórteres, hipoteticamente no centro da acção, esperam a altura exacta de transmitir a notícia!... no lado de cá do televisor, sentado calmamente numa poltrona, charuto na mão cravejada de anéis, uma forma informe, afaga miniaturas dessas torres, esperando a altura para premir o botão...

 

E tu Homem, será que vais continuar a avançar, com um encolher de ombros, indiferente ao que se passa à tua volta?...! Abre os olhos, HOMEM, e vê! Vê essa sombra esguia, repelente, informe… Sentes um arrepio?! Estremeces?!!

Sim, HOMEM, essa massa informe és tu, a tua indiferença, um pouco de ti mesmo, és tu na tua essência, a tua parte integrante do TODO a que chamas HUMANIDADE.

 

Abre os olhos, Homem, e vê…LUZ! Aproveita esse instante... Olha à tua volta…sente, aspira, afaga…

 

 

“Trrr... estado crítico... tremores terra à escala mundial... trr... trrr ...grau 10... trrr ...destruídas ...trr… cidades do globo... trr... não temos contacto com... trr... trrr... biiiimmmm…” ...

 

Já não há televisão, nem sofá, nem fome, nem guerra, nem máquinas de morte, nem gritos de dor!...

 

 

Ano zero

 

Chove copiosamente! O ribombar dos trovões, seguidos dos ziguezagues luminosos dos relâmpagos, rasgam o céu toldado de nuvens... as trevas começam a dar lugar à luz!

...

Um Sol brilhante espreguiça-se no meio de farrapos escuros que se diluem no dia que nasce!... Um céu muito azul reflecte-se num mar verde onde, aqui e acolá, saltam peixes nas águas calmas. Círculos concêntricos ondulam em todas as direcções dardejando as cores do arco íris.

No ar paira uma brisa perfumada!... Mais adiante, onde as ondas morrem em finos novelos de espuma branca, dois seres aquecem-se ao Sol, ainda húmidos de um mergulho no mar.

 

Dois pares de olhos azuis fitam-se, num mundo de mil promessas, num mundo que começa de novo...

 

 

 

José Gomes

26 Junho 2007

21
Jun07

António Feijó

zeca maneca


PÁLIDA E LOIRA

 

Morreu. Deitada no caixão estreito,

Pálida e loira, muito loira e fria,

O seu lábio tristíssimo sorria

Como num sonho virginal desfeito.

 

Lírio que murcha ao despontar do dia,

Foi descansar no derradeiro leito,

As mãos de neve erguidas sobre o peito,

Pálida e loira, muito loira e fria...

 

Tinha a cor da rainha das baladas

E das monjas antigas maceradas,

No pequenino esquife em que dormia...

 

Levou-a a morte na sua graça adunca!

E eu nunca mais pude esquece-la, nunca!

Pálida e loira, muito loira e fria...

 

António Feijó, in Líricas e Bucólicas, 1884

 


António Feijó (1859-1917)

 

António Joaquim de Castro Feijó, poeta e diplomata português, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Estocolmo a 20 de Junho de 1917.

 

Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, onde teve por companheiros Luís de Magalhães, Manuel da Silva Gaio e Luís de Castro Osório, com quem fundou a Revista Científica e Literária.

Desde os finais de 1870 até ao início da década de 1890 colaborou em vários periódicos, nomeadamente na Revista Literária do Porto, Novidades, Revista de Coimbra, A Ilustração Portuguesa, Museu Ilustrado, O Instituto e Arte (revista internacional fundada por Eugénio de Castro e Manuel da Silva Gaio).

Em 1881 publicou o seu primeiro volume de poesias Sarcerdos Magnus e, no ano seguinte, Transfigurações, obras marcadas pela temática filosófica e pelo tom épico, que revelam um pessimismo e uma acusação nítida das imperfeições morais e sociais que o rodeiam. Seguiram-se Líricas e Bucólicas (1884) e À Janela do Ocidente (1885), reveladoras de um lirismo mais refinado.

Após um breve período em que exerceu a advocacia ingressou, em 1886, na carreira diplomática, sendo primeiro cônsul no Brasil e a partir de 1891, em Estocolmo onde foi promovido a ministro plenipotenciário em 1901. Aí viria a casar-se com uma jovem sueca, Mercedes Lewin, cuja morte prematura o viria a influenciar numa temática mais fúnebre, patente na sua obra (por exemplo, no soneto Pálida e Loira).

No Cancioneiro Chinês (1890), colecção de poesias chinesas adaptadas a partir da versão francesa de Judith Gautier, revelou o gosto pelo exotismo orientalista. Em Bailatas (1907), livro publicado sob o pseudónimo de Inácio de Abreu e Lima, parece ter a intenção de parodiar o Decadentismo, mas a verdade é que muitas dessas poesias atingem consonância com a própria sensibilidade simbolista. Os seus últimos volumes, particularmente a colectânea póstuma Sol de Inverno (1922), espelham o lirismo sóbrio, o simbolismo depurado, os motivos melancólicos, outonais, os temas da saudade e da morte, que são algumas das características da sua obra.

 

Os temas da sua poesia estão frequentemente ligados a um certo desencanto, a um sentimento de decadência e mágoa (também devido ao afastamento de Portugal), e ainda de pessimismo. Ao tema recorrente da morte associa um ideal de beleza fria e mórbida.

O seu estilo contido e requintado, reflectindo, apesar da sua temática obsessiva, um distanciamento aristocrático, coloca-o num lugar singular da poesia portuguesa do seu tempo.

 


13
Jun07

O nascimento de um Panda

zeca maneca
A partir de um email recebido da Margarida, desenvolvi este vídeo. É uma animação em que tentei mostrar a beleza do nascimento até aos 180 dias deste animal de olhos meigos.

O Panda é uma espécie que não se reproduzia fora do seu ‘habitat’ natural; com o esforço dos veterinários conseguiu sobreviver em cativeiro e assim está livre de entrar em extinção".

Matheus Steiner, em 10/05/2007.



Tendo como fundo "
1492 - Conquista do Paraíso", as imagens misturam-se com a música. Para ver, ouvir e divulgar.


José Gomes





07
Jun07

Limpar o Almorode - a reportagem

zeca maneca

(três fases do Almorode, hoje)

 

Limpeza do rio Almorode, na Várzea
 

A alegria da criançada presente neste dia na ponte do Almorode, em Vermoim, deu um tom diferente às cores deste rio e das suas margens.

Muitas crianças com os pais ou as educadoras, jovens e menos jovens mas dispostos a limparem um rio que os outros teimam em sujar, o carinho que aquele grupo da Protecção Civil, de uniformes alaranjados e galochas até aos joelhos, ou de uniformes pretos da Vigilância Florestal, encheram sacos enormes de lichos variados, desde garrafas de plástico a panos, restos de electrodomésticos a lâmpadas, sacos plásticos a papel que baste, já para não falar dos pneus, chapas e o mais variado sortido de peças…

Procurei, nas fotografias tiradas, ilustrar as horas em que a miudagem e os graúdos desenvolveram a acção de limpeza daquele pequeno troço do rio Almorode e que pretendeu sensibilizar não só os participantes mas também a comunidade de Vermoim, para a importância duma correcta gestão e conservação dos recursos hídricos.

Foi distribuído, no “arranque” da operação, um desdobrável que acho muito interessante. É dele esta transcrição que ilustra, de uma certa forma, as palavras proferidas pelo presidente da Junta de Freguesia de Vermoim a todos os presentes:

 
O Almorode
 

O rio Almorode, também conhecido por Avioso ou Arquinho, nasce em S. Pedro de Avioso (Maia) e desagua em Gueifães, no rio Leça, do qual é afluente. No seu percurso de 11 km atravessa, sucessivamente, as freguesias de S. Pedro de Avioso, Santa Maria de Avioso, Vermoim, Nogueira, Milheirós e Gueifães, recebendo água principalmente de 3 afluentes: a ribeira de Silva Escura, ribeiro de Guindes e a ribeira dos Mogos.

O Almorode, com uma bacia hidrográfica de 33 km2, é o maior afluente do Rio Leça e o maior curso de água que nasce no concelho da Maia.

 

Até ao último terço do século passado, os ecossistemas que lhe estavam associados eram ricos em biodiversidade, albergando uma fauna e uma flora pujantes. Peixes, anfíbios, répteis, crustáceos, mamíferos e toda a sorte de plantas aí conviviam em harmonia natural.

Constituía, igualmente, um importante recurso económico para as populações das suas margens. A fertilização induzida pelas suas cheias de Inverno tomavam os campos agrícolas adjacentes os mais produtivos de todo o distrito.

A força motriz das suas águas movia inúmeros moinhos que produzia a farinha que deu o pão a gerações inteiras de maiatos.

Até há 40 anos atrás, quando as máquinas de lavar eram mera ficção científica, pode dizer-se que o rio Almorode lavava a roupa a meia cidade do Porto. Era nas suas águas que muitas das inúmeras lavadeiras da Maia (a profissão que, em Vermoim rivalizava em número de efectivos com a de tamanqueiro) lavavam as roupas dos seus clientes da cidade do Porto, que transportavam em trouxas à cabeça. As roupas a secar e a corar, espalhadas pelas suas margens, eram a visão materializada do filme “Aldeia da Roupa Branca”.

 

Noutros tempos, em que o mundo era mais pequeno, o nosso rio foi o “Parque Temático”, a Disneylândia possível, de sucessivas gerações de crianças. Palco de mirabolantes aventuras e épicas “coboiadas”. Os seus “fundões” eram as piscinas onde se aprendia a nadar sem monitor, à custa de muitos “pirolitos” engolidos. Era o nosso pequeno Mississipi.

 

A industrialização e a pressão urbanística que se fez sentir nas suas margens, particularmente a partir de finais dos anos 60 do século passado, acabariam por transformar o Almorode num verdadeiro esgoto a céu aberto e matou a vida que pululava nas suas águas. Uma perda lamentável para todos nós.

 

Felizmente que o encerramento de algumas industrias e o investimento que foi feito no saneamento básico proporcionou a oportunidade ao Almorode para demonstrar a sua tenacidade e fibra de que é feito. As suas águas têm vindo a recuperar alguma limpidez e os ecossistemas que lhe estão associados têm vindo a recuperar. Os peixes regressaram e os lagostins vermelhos, espécie exótica invasiva, também já cá chegaram. Com eles regressaram as galinhas de água (galeirões) que, de boa vontade, introduziram os lagostins na sua dieta.

 

Porém, o leito do Almorode continua a ser para alguns, o seu vazedouro particular de toda a sorte de lixos. Desde pneus a bidões, passando por banheiras, carrinhos de bebé, cadeiras, garrafas plásticas e mobílias, de tudo se encontra no nosso rio. Esta situação não pode continuar. E não existe nenhuma desculpa para continuar. Existe recolha de lixo de porta-a-porta e os ecopontos e ecocentros estão espalhados pelo concelho.

A existência de lixo no Almorode é pura falta de civismo.
E isso não é tolerável.”
 
Uma pequena nota a esta acção:
 

- Nas primeiras fotografias que tirei ainda se pode ver o rio Almorode com águas relativamente limpas;

- Poucos minutos depois (podem ver nas fotografias respectivas) uma descarga poluente tingiu o rio;

- Apenas vi dois lagostins: um deles está morto. O outro, que foi “apanhado” pela objectiva, não sei como estaria – eu não o cheguei a ver!

- Pássaros, borboletas, répteis, primaram pela ausência!

- A alegria das crianças fazem-me acreditar que esta Terra ainda tem possibilidades de existir no futuro!

- O conformismo dos mais velhos… não augura nada de bom!

- Se não visse, não acreditava como é possível deitar-se fora tanto lixo… como sempre, à espera que o vizinho limpe!

- Deixo aqui um apelo: outra acção semelhante, mas desta vez com o comprometimento de todas as Juntas de Freguesia por onde este rio Almorode passa.

 

 

José Gomes




06
Jun07

Limpar o Almorode - Divulgação/Participação

zeca maneca

É JÁ AMANHÃ


A Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), com o intuito de sensibilizar a população para a necessidade de preservar os cursos de água, vai realizar no próximo dia 7 de Junho (feriado) - É JÁ AMANHÃ! - pelas 9h30, uma acção de limpeza das margens e do leito do Rio Almorode, apelando à participação popular e  institucional de todos os que queiram empenhar-se activamente na defesa dos rios e ribeiros e dos eco-sistemas que lhe estão associados.

Tem-se verificado que a qualidade da água do Almorode tem vindo a recuperar paulatinamente, com o alargamento da cobertura da rede de saneamento básico.

Porém, o seu leito e margens continuam a ser vítimas de agressões ambientais, uma boa parte delas originada pela falta de civismo e de educação de alguns, que continuam a encarar estes espaços públicos como se vazadouro privado de toda a sorte de lixos e entulhos. E isso tem que acabar!


Os rios e todos os cursos de água são essenciais à qualidade e sustentabilidade da vida.
 
Divulga e Participa!
 

O Rio Almorode e a esta iniciativa podem ser melhor conhecidos e acompanhados em http://almorode.tumblr.com


 
Tudo sobre Vermoim (Maia) em www.jfvermoim.org


 
03
Jun07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem de 2 de Junho

zeca maneca


(Reportagem da Noite de 2 de Junho de 2007)





Aproxima-se Junho, o mês dos Santos Populares e, também mais uma Noite de Poesia em Vermoim, como sempre acontece há 8 anos, no primeiro sábado de cada mês, pelas 21h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim. A próxima sessão não podia ficar alheada da quadra, por isso o desafio que lança aos poetas é: "Vamos lançar mil balões". Em quadra, verso alexandrino ou em redondilha, o que importa é participar, "oh poetas da minha terra!". A música será dos "Sons do Vento"

Foi assim anunciada no “sítio” da Junta de Freguesia de Vermoim (http://www.jfvermoim.org/) a “Noite de Poesia” de ontem. Ao contrário do que poderíamos esperar do tema e da época festiva que sugeria, poucos poetas apareceram.

Mas dos poucos que fomos conseguimos fazer deste serão uma sessão agradável e participativa. Até o presidente Aloísio Nogueira tirou mais uma cartola do saco e presenteou-nos com o “rap do puto Lipe” e a “Ode ao Vasquinho” dedicados aos seus filhos Filipe e Vasco.

A Maria Mamede, operada há pouco mais de uma semana, esteve ausente tendo mandado um abraço e uma palavra de carinho para todos os presentes e o respectivo “trabalho de casa” que foi lido pela Otília Martel.

Foi transmitido o “pedido de desculpas” da ausência do Armindo Cardoso, presente na cerimónia de homenagem ao poeta Castro Reis.

A acção “Limpar o rio Almorode” a desenvolver no dia 7 de Junho foi explicada pelo Tesoureiro da Junta, Mário Jorge, e pelo Presidente, Aloísio Nogueira, tendo sido lançado um desafio aos poetas para aparecerem na próxima 5ª feira, 7 de Junho, pelas 9,30 H, na Junta de Freguesia.

Intervieram no tema “Vamos lançar mil balões” os poetas Avelino Fernando, Maria Mamede (pela voz de Otília Martel), Isabel Cruz (Poesia na Net – pela voz de José Gomes), Ercília Freitas e João Diogo (Poesia na Net – pela voz de Fátima Fernandes).



No tema “Livre” colaboraram os poetas Avelino Fernando, Ercília Freitas, José Gomes, Domingos Ferreira, Teresa Gonçalves, Alice Campos, Fátima Ferreira, Carlos Andrade (desta vez sem a viola!!!) e Aloísio Nogueira.

Os “Sons do Vento” (Ivone Delgado e Bruno Pedro) interpretaram temas dos Madredeus (A vida boa), Popular (Pastor da choupana), Minha amora madura e o Canto Moço de José Afonso.

Carlos Andrade, desta vez sem a viola, cantou-nos um "Arranjo sobre Adriano".



Voltaremos a Vermoim no dia 7 de Julho, às 21,30 horas e o tema proposto para esta noite é  “Tanta concha, tanta areia”.


Será a última “Noite de Poesia em Vermoim” antes das férias de verão…


Cá vos esperamos!

 

José Gomes




(Carlos Andrade interpreta "Arranjo sobre Adriano")

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