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Movimentum - Arte e Cultura

Movimentum - Arte e Cultura foi criado em Novembro de 1993. Ao longo destes 14 anos desenvolvemos trabalhos nos campos da Poesia, Artesanato, Exposições e Certames Culturais. Este blog pretende dar-lhe a voz que tem direito.

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Movimentum - Arte e Cultura

04
Out07

NOITES DE POESIA EM VERMOIM... 6 Out 07

zeca maneca


Esta é a frente e o verso do programa a distribuir no sábado, na "Noites de Poesia em Vermoim":


 
 


Na parte musical da  "Noites de Poesia em Vermoim" teremos a presença dos "Sons do Vento" (Ivone Delgado e Bruno Pedro) que nos acompanham há mais de 8 anos (9 de Abril de 1999).

Contamos com a vossa presença e com a vossa colaboração na divulgação deste evento.

Então, até sábado!!!



03
Set07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem de 1 de Setembro 07

zeca maneca


(Reportagem da Noite de 1 de Setembro de 2007)
 

As portas do Salão Nobre da Freguesia de Vermoim abriram-se nesta noite cálida de Verão para receber os poetas e os amigos da Poesia. Os sorrisos sucederam-se aos abraços e contaram-se algumas “aventuras” das férias, antes de se dar início à Sessão.

 

Uma Noite de Poesia em que o tema “Estação das marés-vivas” conseguiu induzir uma brisa refrescante e romântica aos poetas que intervieram.

 

JG abriu a Sessão cumprimentando os presentes neste regresso de férias e justificou a ausência dos “Sons do Vento” que foram substituídos por José Silva, que nos encantou com interpretações de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso.

 

Maria Mamede iniciou a “Noites de Poesia em Vermoim” com a leitura do texto poético de Paulo Sérgio. Seguiram-se poemas lidos pelos poetas Armindo Cardoso, Adérito Morais, Maria Mamede, Avelino Fernando, Fernanda Garcias, João Diogo (Poesia na Net – lido por José Gomes), Jaime Gonçalves, Ferreira da Costa, José Gomes e Teresa Gonçalves.

Desta primeira parte escolhi o poema de Avelino Fernando:


 

Estação das marés-vivas

 
Sentei-me nos rochedos a contemplar
Aquela massa líquida imensa
Deixando o pensamento divagar
Pois a alma também pensa
 
Agitada, se atirava com força
De encontro à costa
Me fazendo lembrar a menina moça
Contrariada e sem resposta
 
Momentos de tristeza me assaltaram
Mas de alegria também
Por tudo o que me levaram
Mas eu ainda estou aqui meu bem
 
Quanto sábia é a mãe natureza
Pois tem tudo em harmonia
Só o humano na sua realeza
Não percebeu como ela o desafia
 
Percorri tanto mar
Atravessei-o no meu veleiro
Enfrentei marés-vivas
Mas não consegui ser pioneiro
 
Estamos na Estação das marés-vivas
Estamos para mudar de Estação
Gosemos férias repartidas
Pois ainda reina o verão.
 
Avelino Fernando
(Poema declamado pelo autor, nesta Sessão).
 
 

José Silva substituiu “Sons do Vento” que, por motivos imprevistos não puderam estar presentes. Adriano  Correia de Oliveira e Zeca Afonso foram recordados pela voz deste amigo. Começou por cantar Adriano, chamando a atenção para o 25 º aniversário da sua morte que terá lugar no próximo dia 16 de Outubro.

 

 
Erguem-se muros

Música:
Adriano Correia de Oliveira
Letra: António Ferreira Guedes
 
Erguem-se muros em volta
do corpo quando nos damos
amor semeia a revolta
que nesse instante calamos
 
Semeia a revolta e o dia
cobrir-se-á de navios (bis)
há que fazer-nos ao mar
antes que sequem os rios
 
Secos os rios a noite

tem os caminhos fechados (bis)

Há que fazer-nos ao mar
ou ficaremos cercados
 
Amor semeia a revolta
antes que sequem os rios...
 
No tema “Livre” colaboraram os poetas Armindo Cardoso (com um poema evocativo ao poeta Castro Reis), Fernanda Garcias, Adérito Morais, Maria do Céu Guedes (com um poema evocativo ao poeta Castro Reis), António Castilho Dias, Avelino Nogueira, Jaime Gonçalves, Ercília Freitas, José Gomes, Teresa Gonçalves, Ferreira da Costa e Maria Mamede.
 

Ferreira da Costa
(Vídeo com a declamação de "Corridinho", por Ferreira da Costa).
 
 

ESTA VIDA É UM CORRIDINHO

 
A vida é um corridinho,
Corre, corre, sem parar,
Dés que um homem vem ao mundo
Té que vai a enterrar.
Nasce a gente e de repente,
Corre este risco sem par,
De morrer logo à nascença
Ou de ter que cá ficar.
 
Corre, corre, corridinho,
Corre, a vida sem parar.
 
Em miúdo corre e chora
Prá mãe lhe dar de mamar
Depois pula, rasga e estraga,
Pelos jardins a brincar.
Corre depois para a escola,
Corre aos livros pra estudar,
Corre depois na parada,
Quando vai pra militar.
 
Corre, corre, corridinho,
Corre, a vida sem parar.
 
Corre o tempo e volta à terra,
Com ideias de casar.
Corre logo ao bailarico,
Corre à procura dum par.
Correm banhos na igreja.
Corre a nova no lugar,
Té que um dia mai-la noiva,
Correm ambos pró altar.
 
Corre, corre, corridinho,
Corre, a vida sem parar.
 
Correm dias bem felizes,
Correm horas de bem-estar,
Pois num berço pequenino,
Está um bebé a chorar.
Mas passados anos correm
dez pimpolhos no seu lar
Corre-lhe o suor em bica,
Pra família sustentar.
 

Corre, corre, corridinho.

Corre, a vida sem parar.

 
Corre aqui, pede acolá,
Corre ao prego pra pagar
ao padeiro, ao merceeiro,
pra vestir e pra calçar.
Corre um mês e outro mês,
E ele, aflito, pra arranjar,
com que pague a casa, a luz
e ao doutor que o vai tratar.
 
Corre, corre, corridinho,
Corre, a vida sem parar.
 
Já cansado de correr,
Certo dia, ao levantar,
Corre-lhe um frio plo espinhaço,
Corre à cama e dá-lhe um ar.
Corre o pranto na família,
Corre a gentinha a espreitar.
A correr vem um anjinho
que logo o leva plo ar.
 

Corridinho, corridinho,

Lá vai ele a aboar.

Corridinho, corridinho,

Lá vai ele a aboar.

 
Corridinho chega ao céu,
Bate à porta pra entrar,
Corre S. Pedro a abrir,
Pró caminho lhe indicar.
— Corre já pra'quela nuvem
Que é ali o teu lugar,
Pois no fim desta corrida
tens direito a descansar.
 

Corridinho, corridinho,

Lá vai ele a aboar.

Corridinho, corridinho,

Lá vai ele a aboar.

 

Fernando Santos, Almeida Amaral, João Villaret, Frederico Valério

 
 

O tema proposto para a próxima Noites de Poesia em Vermoim (dia 6 de Outubro, pelas 21,30 horas) é “Já se malhou a colheita”.

 
Cá vos esperamos em Outubro!
 
José Gomes
 




27
Ago07

Noites de Poesia em Vermoim - 1 Setembro 2007

zeca maneca





Sábado   -  1 Setembro 2007 - 21,30 horas




Estação das marés-vivas

 

Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim

 

Lugar da Igreja - 4470-303 Maia




Temas:

Estação das marés vivas

Livre

 

Colaboração Musical:

            - “Sons do Vento”  - Ivone Delgado e Bruno Pedro


 

Apresentação e coordenação:






Esta Sessão marcará o recomeço das Noites de Poesia em Vermoim a realizar no primeiro sábado de cada mês.

Contamos com a vossa ajuda na divulgação deste evento e, claro, com a vossa presença.

Até Sábado em Vermoim.

José Gomes




12
Jul07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem de 7 de Julho 07

zeca maneca


 

(Reportagem da Noite de 7 de Julho de 2007)



Bendito

 

O Sol liquefaz-se, é rio;

A sua luz, água ao vento;

Sobre o mar turvo, cinzento,

Tem qualquer coisa de frio.

 

Chamam-lhe Deus os pagãos.

Depois, o Sol, quando passa

Solta os cabelos, com graça,

Deixa-nos oiro nas mãos…

 

Pedro Homem de Mello

 

(Poema declamado nesta Sessão).

 

 

Foi uma Noite de Poesia diferente e, embora menos concorrida que habitualmente, os poetas e espectadores presentes deram aquele ritmo e calor humano a que estamos habituados.

 

Tanta concha, tanta areia” foi o tema tratado pelos poetas Jaime Gonçalves, Fernanda Garcias, Armindo Cardoso, Avelino Fernando, João Diogo (Poesia na Net – pela voz de José Gomes), Lourdes Costa, José Gomes e Albino Santos. José Gomes disse, ainda, poemas de Paulo Sérgio, Maria Mamede e Teresa Gonçalves que foram enviados para esta sessão.


 Actuação da Escola de Dança da Filarmonia de Vermoim/Junta Freguesia



Na impossibilidade de actuação do “Quarteto da Filarmonia de Vermoim” a Junta de Freguesia de Vermoim deu-nos a conhecer um dos seus maiores “trunfos”: a Escola de Dança da Filarmonia de Vermoim/Junta de Freguesia. Constituída por 5 simpáticas raparigas, conduzidas pela professora Sofia, que nos deliciaram com uma bela performance com muito ritmo… valeu a pena! Esperamos por mais, depois de férias!!!

 

No tema “Livre” colaboraram os poetas Jaime Gonçalves, Fernanda Garcias, Armindo Cardoso, Avelino Fernando, Ercília Freitas, José Gomes e Albino Santos.

 

Lourdes e Cesário Costa cantaram-nos “Desfolhada” numa versão que o Cesário adaptou quando esteve a cumprir o serviço militar há 30 e tal anos atrás…

 

Albino Santos declamou este soneto seu dedicado a esta Terra tão maltratada:

 


Colectiva Insanidade

 

Tanto mal fizemos a esta humanidade

que quando a contemplo bem suspeito

que tomados por colectiva insanidade

se ache bem o mal que se tem feito

 

O que era belo já não tem beleza,

Tudo apodrece sem amadurecer

E ferida de morte a própria Natureza

Se vai definhando até desaparecer…

 

Em tal sorte se tornou este tormento,

Que não me envergonhando de ser gente

De viver neste mundo me envergonho.

 

E se o mundo continua desatento,

Vejo eu, cada vez mais claramente

Que reparar o mundo, só em sonho!...

 

Albino Santos

 

(Poema declamado pelo próprio).

 

 

Se tudo correr bem Voltaremos a Vermoim no dia 1 de Setembro, às 21,30 horas e o tema que propomos é “Estação das marés vivas”.

 

Cá vos esperamos em Setembro! Boas Férias.

 


José Gomes



02
Jul07

NOITES DE POESIA EM VERMOIM... 7 Julho 07

zeca maneca



No próximo Sábado
7 de Julho de 2007

pelas 21h30m


 

Tema:

Tanta concha, tanta Areia

¤

Apareçam no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim
(
Lugar da Igreja, 4470-303 Maia)

Até sábado!

 

Página 161:

Pegar no livro mais próximo (Não precisa de ser o que andam a ler)
Abri-lo na página 161
Procurar a 5ª frase completa
Colocar a frase no vosso blogue ou como comentário no meu
Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
Passar o desafio a cinco pessoas

Livro:
“Uma verdade inconveniente” - de Al Gore

Frase:
“A nossa capacidade de análise leva-nos, por vezes, a uma ilusão arrogante de que somos tão especiais e únicos que a Natureza não se encontra em ligação connosco ”



03
Jun07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem de 2 de Junho

zeca maneca


(Reportagem da Noite de 2 de Junho de 2007)





Aproxima-se Junho, o mês dos Santos Populares e, também mais uma Noite de Poesia em Vermoim, como sempre acontece há 8 anos, no primeiro sábado de cada mês, pelas 21h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim. A próxima sessão não podia ficar alheada da quadra, por isso o desafio que lança aos poetas é: "Vamos lançar mil balões". Em quadra, verso alexandrino ou em redondilha, o que importa é participar, "oh poetas da minha terra!". A música será dos "Sons do Vento"

Foi assim anunciada no “sítio” da Junta de Freguesia de Vermoim (http://www.jfvermoim.org/) a “Noite de Poesia” de ontem. Ao contrário do que poderíamos esperar do tema e da época festiva que sugeria, poucos poetas apareceram.

Mas dos poucos que fomos conseguimos fazer deste serão uma sessão agradável e participativa. Até o presidente Aloísio Nogueira tirou mais uma cartola do saco e presenteou-nos com o “rap do puto Lipe” e a “Ode ao Vasquinho” dedicados aos seus filhos Filipe e Vasco.

A Maria Mamede, operada há pouco mais de uma semana, esteve ausente tendo mandado um abraço e uma palavra de carinho para todos os presentes e o respectivo “trabalho de casa” que foi lido pela Otília Martel.

Foi transmitido o “pedido de desculpas” da ausência do Armindo Cardoso, presente na cerimónia de homenagem ao poeta Castro Reis.

A acção “Limpar o rio Almorode” a desenvolver no dia 7 de Junho foi explicada pelo Tesoureiro da Junta, Mário Jorge, e pelo Presidente, Aloísio Nogueira, tendo sido lançado um desafio aos poetas para aparecerem na próxima 5ª feira, 7 de Junho, pelas 9,30 H, na Junta de Freguesia.

Intervieram no tema “Vamos lançar mil balões” os poetas Avelino Fernando, Maria Mamede (pela voz de Otília Martel), Isabel Cruz (Poesia na Net – pela voz de José Gomes), Ercília Freitas e João Diogo (Poesia na Net – pela voz de Fátima Fernandes).



No tema “Livre” colaboraram os poetas Avelino Fernando, Ercília Freitas, José Gomes, Domingos Ferreira, Teresa Gonçalves, Alice Campos, Fátima Ferreira, Carlos Andrade (desta vez sem a viola!!!) e Aloísio Nogueira.

Os “Sons do Vento” (Ivone Delgado e Bruno Pedro) interpretaram temas dos Madredeus (A vida boa), Popular (Pastor da choupana), Minha amora madura e o Canto Moço de José Afonso.

Carlos Andrade, desta vez sem a viola, cantou-nos um "Arranjo sobre Adriano".



Voltaremos a Vermoim no dia 7 de Julho, às 21,30 horas e o tema proposto para esta noite é  “Tanta concha, tanta areia”.


Será a última “Noite de Poesia em Vermoim” antes das férias de verão…


Cá vos esperamos!

 

José Gomes




(Carlos Andrade interpreta "Arranjo sobre Adriano")

06
Mai07

Noites de Poesia em Vermoim – a reportagem...

zeca maneca

(Reportagem da Noite de 5 de Maio de 2007)



Se na Noite de Poesia do mês anterior a afluência de público foi baixa, ontem o Salão da Junta de Freguesia de Vermoim rebentou pelas costuras! Pela primeira vez, em oito anos de vida das NP em Vermoim, tivemos que ir buscar cadeiras ao vizinho (aos vários sectores do edifício da Junta) e mesmo assim houve quem assistisse à Noite encostado às paredes do salão nobre. Foi uma Noite que ficou para a história destes eventos.

No tema “Tenho laços, tenho fitas” intervieram Avelino Fernando, Leandro Santos, Manuela Carneiro, Teresa Gonçalves, Maria Mamede, Isabel Cruz (Poesia na Net), Albino Santos, Ercília Freitas, José Silva, João Diogo (Poesia na Net), Fátima Fernandes, Manuela Miguens (pela voz de Maria Mamede) e. Armindo Cardoso.


No tema “Livre” colaboraram todos os poetas presentes e que se inscreveram previamente.

Nesta Noite tivemos a colaboração dos “Alunos da Escola Musical da Filarmonia de Vermoim” composta pelos jovens Sara Duarte (6 anos), Ana Catarina (7 anos), Bárbara Diogo (8 anos), Gonçalo Pinto (8 anos), João Pedro (8 anos), Cláudia Ferreira (9 anos), Bruna Costa (10 anos), Pedro Barbosa (13 anos) e Jorge Duarte (14 anos) que interpretaram “Danças Russas" (Quebra Nozes de Tchaikovsky, “Pompa e Circunstância”, “ Radetzky March” de Strauss, “Máquina de Escrever” e “Música com o corpo”, sob a direcção do professor Pedro Gomes. Nesta primeira apresentação pública da Escola os "miúdos" foram fortemente aplaudidos pelo público.


A habitual colaboração do "Trio da Filarmonia de Vermoim” (que, por acaso, até são um quarteto!!!...) interpretaram em tuba, clarinete, saxofone e clarinete a “Marcha Turca” de Mozart e o tema da “Pantera Cor de Rosa”. Parabéns Bárbara, Cláudia, Pedro e Vítor pelo vosso trabalho.

Tivemos, ainda, a colaboração especial do grupo de poesia da “Universidade Sénior Contemporânea”. Manuela Vasconcelos, Tito Rodrigues e Fátima Araújo declamaram poemas de Eugénio Andrade, Laura M. Queirós, Manuela Vasconcelos e outros poetas. Terminaram com um caracterização da canção de Sérgio Godinho “Coro das Velhas”.

Vários poetas lembraram o Dia da Mãe, declamando poemas às Mães.

Voltaremos a Vermoim no dia 2 de Junho, à mesma hora, e o tema desta noite será “Vamos lançar mil balões

Cá vos esperamos…

Não deixem de ver os nossos “meninos” a interpretarem “Música com o corpo”...




a Teresa Gonçalves a declamar o poema “Mãe




e o trio de poesia da Universidade Sénior Contemporânea (Manuela, Tito e Fátima) a interpretarem o “Coro das Velhas”, de Sérgio Godinho.





José Gomes

01
Mai07

Noites de Poesia em Vermoim - o programa...

zeca maneca

 
Sábado     5 Maio 2007
 às 21,30 horas






 Tenho laços, tenho fitas


Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim

Lugar da Igreja - 4470-303 Maia




O Laço de Fita
 
Não sabes, criança? ´stou louco de amores...
Prendi meus afectos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
 
(…)
Pois bem!... Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
 
Castro Alves

-----------------------
 

Castro Alves nasceu em 14 de Março de 1847, na vila de Curralinho, no Brasil.

Começou a estudar Direito em 64 na cidade do Recife acabando por concluir o curso, em S. Paulo, em 68. Foi considerado mau estudante mas muito bom poeta.

Em 62 escreveu o poema "A Destruição de Jerusalém", em 63 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela actriz Eugénia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros.

"A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeição, para chorar a humanidade — a poesia."

A partir de 1864 apaixonou-se pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa e a campanha contra a escravidão. Começou a escrever sobre os sofrimentos dos negros escravos (O Navio Negreiro), o martírio de todo um continente (Vozes d'África).

Em S. Paulo, nos fins de 68, feriu-se num pé com um tiro acidental por ocasião de uma caçada, do que resultou longa enfermidade, em que teve o poeta que se submeter a várias intervenções cirúrgicas e finalmente à amputação do pé.

A sua saúde foi-se degradando, conduzindo-o a uma tuberculose pulmonar que o viria a vitimar em 1981.

 
José Gomes
22 Abril 2007





 Temas:
Tenho laços, tenho fitas
Livre
 
Colaboração Musical:

- “Trio da Filarmonia de Vermoim”
(Bárbara Gaspar, Cláudia Ferreira, Pedro Gomes e Vítor Soares)

 
 
Colaboração Especial:

 Participação poética da

Universidade Sénior dos Capuchinhos
 
 
 
Apresentação e coordenação:
 

 

 

“Noites de Poesia em Vermoim” é um espaço cultural dinamizado por Movimentum - Arte e Cultura no primeiro sábado de cada mês, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), pelas 21h30m.

A primeira parte da sessão é dedicada a um tema previamente escolhido. Na segunda parte o tema é livre. As sessões são intercaladas com música e canções interpretadas por cantores e músicos nossos convidados.



 
     TENHO LAÇOS, TENHO FITAS
 
Tenho laços, tenho fitas
Num amor intemporal
Tenho laços de desditas
Fitas de bem e de mal...
 
E tenho presas no peito
Do coração à razão
Fitas de sonho desfeito
Em nós de desilusão...
 
Por isso, não quero mais
Possuir laços ou fitas
No tempo desta vivência;
 
Quero amores ao meu iguais!
Para as dores e as desditas
Já não tenho paciência!...
 
 
Maria Mamede
25/04/07
  
 

Colaboração:
    Junta de Freguesia de Vermoim
Paróquia de Vermoim




É este o programa a ser distribuído na próxima Noite de Poesia em Vermoim.

Contamos com a vossa presença e com os vossos trabalhos.

E, claro, com a vossa colaboração na divulgação deste evento...





27
Abr07

Noites de Poesia em Vermoim - 5 de Maio 07

zeca maneca

Este é o nosso convite a todos aqueles que queiram estar presentes na nossa próxima Sessão de Poesia em 5 de Maio 2007, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim:


 

TEMA:        Tenho Laços, tenho fitas


Sábado, 5 de Maio 2007, pelas 21,30 horas


Faça o favor de aparecer e de trazer mais um amigo…


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